Arqueólogos investigam mistério de túmulos reabertos há 1400 anos

(dr) Éveha-Études et valorisations archéologiques & Antiquity Publications Ltd.

Este túmulo em França foi um dos reabertos no início da Idade Média

Um novo estudo mostra que pessoas que viviam na Europa há cerca de 1400 anos tinham o hábito de reabrir túmulos e retirar de lá certos objetos, algo que os arqueólogos ainda estão a tentar entender.

De acordo com o site Live Science, os investigadores reanalisaram cemitérios em cinco regiões da Europa e descobriram que, entre aproximadamente o século VI e o século VIII d.C., as pessoas frequentemente abriam as sepulturas e retiravam objetos (por motivos que não parecem estar relacionados com roubos).

“Faziam uma seleção cuidadosa de objetos para remover, tirando especialmente broches de mulheres e espadas de homens, mas deixavam para trás muitos objetos de valor, até mesmo objetos de metal precioso, incluindo pingentes de colares de ouro ou de prata”, explica, em comunicado, Alison Klevnäs, autora principal do estudo e investigadora na Universidade de Estocolmo.

A equipa também descobriu que muitos dos objetos retirados das sepulturas estavam em más condições, especialmente as espadas, e não teriam uso prático ou valor económico.

“O prazo mais frequente para a reabertura dos túmulos era depois da decomposição dos tecidos moles, mas antes que qualquer recipiente de madeira partisse ou se enchesse de sedimentos”, escrevem os autores do estudo publicado, a 18 de junho, na revista científica Antiquity.

Uma vez que na maioria dos casos demora apenas alguns anos para os corpos se decomporem, “estes túmulos foram abertos logo depois do enterro“, disse Klevnäs ao mesmo site.

Por que motivo estas pessoas retiravam objetos dos túmulos é uma pergunta para a qual estes arqueólogos ainda não têm resposta, embora pensem que as suas motivações variavam de lugar para lugar.

“A reabertura dos túmulos tornou-se parte de um repertório de possíveis compromissos com restos mortais numa ampla área geográfica, mas as razões foram provavelmente motivadas tanto por preocupações locais como por entendimentos amplamente partilhados sobre a morte e os seus rituais”, escreveu ainda esta equipa.

O facto de terem sido muitas vezes espadas e broches sugere algum tipo de motivação simbólica, segundo Klevnäs.

“Espadas e broches são alguns dos objetos mais carregados de simbolismo nos túmulos. Foram dados como presentes e passados como relíquias de família. São objetos usados para ligar as pessoas, inclusive através de gerações. Trazem consigo histórias e memórias. Portanto, é provável que sejam recuperados por esses motivos”, conclui.

ZAP //

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