“Libertem os nossos dirigentes”. Centenas de milhares de pessoas protestam em Myanmar

Nyein Chan Naing / EPA

Centenas de milhares de pessoas saíram às ruas em várias cidades de Myanmar para exigir a libertação de Aung San Suu Kyi e outros dirigentes da Liga Nacional para a Democracia.

Hoje, a polícia usou canhões de água contra os manifestantes na capital, Naypyidaw, enquanto centenas de milhares de pessoas tomaram as ruas em cidades como Rangum, antiga capital e a cidade mais povoada do país, e Mandalay.

Entre os cartazes segurados por manifestantes era possível ler: “Libertem os nossos dirigentes”, “respeitem os nossos votos” e “rejeitem o golpe de Estado”, entre outras exigências.

Na semana passada, muitos médicos declararam que não trabalhariam para os generais. Já durante este fim de semana, outros funcionários públicos, para além de advogados, estudantes e cada vez mais monges, juntaram-se aos protestos, escreve o Público.

“Nós, agentes de saúde, dirigimos esta campanha para exortar todo o pessoal do Governo a juntar-se [ao movimento de desobediência civil]”, disse Aye Misan, enfermeira num hospital governamental, em declarações à Reuters. “A nossa mensagem a todos é que devemos abolir este regime militar e lutar pelo nosso destino”.

Os militares puseram fim, em 1 de fevereiro, a uma frágil transição democrática, ao instaurarem o estado de emergência por um ano e detiveram Suu Kyi e outros dirigentes da Liga Nacional para a Democracia (LND, na sigla em inglês).

Mais de 150 pessoas, entre deputados, responsáveis locais e ativistas, foram interpelados e continuam detidos.

As ligações à Internet foram parcialmente reestabelecidas no domingo, depois de uma perturbação no serviço de 24 horas, mas o acesso à rede social Facebook, principal ferramenta de comunicação para milhões de birmaneses, continua a ser restrito.

O país viveu sob um regime militar durante cerca de 50 anos, desde a independência em 1948.

Uma liberalização progressiva começou em 2010, e cinco anos depois, com a vitória da LND nas eleições, chegou ao poder um governo civil, dirigido de facto por Suu Kyi.

Muito criticada até há pouco pela comunidade internacional pela alegada passividade na crise dos muçulmanos rohingyas, Aung San Suu Kyi, que viveu sob residência vigiada durante 15 anos pela oposição à junta, continua a ser extremamente popular no país.

De acordo com fontes partidárias, a ex-dirigente estará de “boa saúde”, confinada a uma residência em Naypyidaw, a capital construída pelos militares.

A LND venceu novamente as legislativas de novembro, num escrutínio cuja regularidade foi contestada pelos militares, apesar de observadores internacionais não terem constatado quaisquer problemas graves.

Os militares prometeram eleições livres depois do fim do estado de emergência.

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O “golpe de estado levou à detenção de vários responsáveis políticos, que espero que sejam rapidamente libertados como um sinal de incentivo a um diálogo sincero pelo bem do país”, declarou o papa durante os seus votos para o corpo diplomático.

No domingo, Francisco expressou a sua preocupação com o que está acontecer em Myanmar e pediu aos responsáveis que retomem uma “convivência democrática harmoniosa”.

ZAP // Lusa

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