Milhares participam em Lisboa no “Dia de Luta” da CGTP

José Goulão / Wikimedia

foto: José Goulão / Wikimedia

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Milhares de manifestantes, que vão participar na ação de luta da CGTP-IN, em Lisboa, estão concentrados no Cais do Sodré antes do desfile de protesto que vai terminar na Praça dos Restauradores.

À Praça Duque da Terceira, no Cais do Sodré, continuam ainda a chegar manifestantes que se juntam ao “dia de luta” da CGTP-IN, sendo que muitos trazem estandartes da intersindical e de vários sindicatos, havendo também bandeiras do Partido Comunista Português, do Bloco de Esquerda e do Movimento Ação Socialista, além de cartazes de organizações como a Associação de Combate à Precariedade e de símbolos nacionais.

“Estou aqui porque quero derrubar esta gente do governo”, disse à Lusa um manifestante que empunhava uma enorme bandeira nacional no meio da praça.

“Um ladrão terá sempre lugar na governação”, lê-se num cartaz nas mãos de um jovem frente à rua do Alecrim, junto a outro manifestante que transporta um pano onde se lê: “Esta sopa dos pobres cheira mesmo muito mal”. Ao lado, um homem leva vestido um disfarce de esqueleto simbolizando a “fome”.

O trânsito entre o Cais do Sodré e o Chiado, e depois no restante percurso, está condicionado e no local da concentração encontram-se agentes da PSP que controlam o movimento de automóveis junto ao rio Tejo.

A CGTP-IN promove hoje manifestações em todos os distritos do país em protesto contra o agravamento da austeridade e o empobrecimento da população e para exigir novas políticas económicas e sociais.

De acordo com a CGTP-IN, o “Dia Nacional de Luta Contra a Exploração e o Empobrecimento” tem como objetivo a defesa do emprego, o aumento dos salários, os direitos sociais e a contratação coletiva, a melhoria das condições de trabalho, as Funções Sociais do Estado e os serviços públicos.

A demissão do Governo, a convocação de eleições antecipadas, o cumprimento da Constituição da República e a Defesa do Regime Democrático são outras das reivindicações na base do protesto de hoje.

Em Lisboa, a intervenção de encerramento será proferida pelo secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos.

/Lusa

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