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Metrobus a hidrogénio arranca hoje no Porto. Projeto vai custar 66 milhões

Manuel Araújo / Lusa

O Governo lança nesta terça-feira o concurso para a concepção e construção do Metrobus no Porto. O projecto está orçado em 66 milhões de euros e prevê uma extensão de 4 quilómetros, no centro da Invicta, ligada por autocarros movidos a hidrogénio. Obra deverá ficar pronta em 2023.

Com capacidade para transportar 4400 pessoas por hora e por sentido, o Metrobus a hidrogénio vai circular entre a Rotunda da Boavista (Praça Mouzinho de Albuquerque) e a Praça do Império, no centro do Porto.

São quase 4 quilómetros, com oito paragens, num investimento de 66 milhões de euros.

O projeto é uma das obras que está inscrita no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e prevê 45 milhões de euros para a construção em si.

Os restantes 21 milhões serão para a “aquisição de oito novos autocarros, completamente silenciosos, bem desenhados, e o respectivo sistema de carregamento a hidrogénio, que não existe ainda em Portugal”, revela à Rádio Renascença o ministro do Ambiente, João Matos Fernandes.

O concurso para o BRT (Bus Rapid Transit), a designação oficial do Metrobus, é lançado nesta terça-feira, num modelo que “vai ser uma surpresa para o mercado”, pelo facto de ser “de concepção/construção”, “pois não é comum isto ser feito no Metro do Porto”, aponta Matos Fernandes na Renascença.

“Os concorrentes terão 90 dias para apresentar propostas” e o projecto “não precisa de avaliação de impacto ambiental“, explica ainda o ministro em declarações divulgadas pelo Jornal de Notícias.

“A linha faz-se em 20 meses e terá de estar concluída em Dezembro de 2023“, aponta também Matos Fernandes.

O ministro deveria estar presente, hoje, na cerimónia de lançamento do concurso público, mas vai falhar o evento por se encontrar em isolamento profiláctico, após ter tido um contacto de risco com uma pessoa infectada com covid-19.

“Não vai ser deitada nem uma árvore abaixo”

Aos jornalistas, Matos Fernandes já tinha revelado que a obra prevê a construção de uma rotunda no cruzamento da Boavista com a Marechal Gomes da Costa.

Além disso, o ministro explicou que está prevista também a supressão de uma faixa de rodagem, “quer na Praça do Império quer na Rotunda da Boavista”, de modo a “garantir que haja sempre prioridade à passagem deste autocarro”, como apontou à Renascença.

Estão também previstas três paragens na Avenida Marechal Gomes da Costa que já estão adjudicadas e cuja integração no projecto ficará a cargo do arquiteto Álvaro Siza Vieira.

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Não vai ser deitada nem uma árvore abaixo; o separador central mantém-se incólume”, garantiu também o ministro do Ambiente.

  ZAP //

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