Descoberto método que nos torna “invisíveis” aos olhos dos mosquitos

USDAgov / Flickr

Aedes aegypti

Cientistas modificaram geneticamente os olhos destes insetos para que não consigam detetar visualmente as suas vítimas, mas sem perder o sentido da visão.

Além de serem um grande incómodo na altura do verão, os mosquitos são capazes de transmitir flavivírus que causam doenças perigosas como febre amarela, malária, dengue ou zika. É por isso que a comunidade científica se esforça por perceber o que está por detrás do seu “desejo” por uma ou outra vítima.

Agora, conta o jornal espanhol ABC, uma equipa de investigadores conseguiu modificar geneticamente vários destes insetos para tornar as presas “invisíveis” aos seus olhos, mas sem os deixar cegos.



Os cientistas focaram-se na espécie Aedes aegypti. Para encontrar os seus alvos, este mosquito combina vários sentidos em diferentes etapas: gosta muito do dióxido de carbono (CO2) que libertamos ao respirar, mas também nos consegue ver, cheirar e até sentir a nossa temperatura.

“Geralmente, depois da exposição ao dióxido de carbono, a atenção dos mosquitos às suas possíveis vítimas aumenta dramaticamente”, explicou ao ABC Yinpeng Zhan, investigador de pós-doutoramento da Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara, e principal autor do estudo publicado, a 30 de julho, na revista científica Current Biology.

“Assim que os mosquitos chegam a alguns centímetros dos seus alvos, utilizando sinais visuais e olfativos, outros sinais, como estímulos olfativos térmicos e cutâneos, permitem às fêmeas avaliar e determinar se é um potencial hospedeiro”, acrescentou.

Ou seja, quando a fêmea deteta o CO2, ativa-se para procurar o seu hospedeiro, geralmente evitando ter o ar de frente e procurando alvos escuros.

Foi assim que a equipa pensou que, graças à tecnologia CRISPR/Cas-9, poderia “desativar” os recetores visuais Opsin1 (Op1) e Opsin2 (Op2) dos mosquitos, interrompendo a sua capacidade de reconhecer alvos escuros, uma habilidade chave no momento de atacar.

Segundo o mesmo diário, os investigadores descobriram que quando se introduzem mutações que eliminam duas das cinco opsinas – moléculas que permitem a visão nos animais – no olho do mosquito, é possível fazer “desaparecer” o alvo que, a priori, o havia chamado à atenção após a libertação de CO2, mas sem causar cegueira.

Tal como destaca o ABC, este sistema poderia ser usado com outros insetos, como percevejos, moscas tsé-tsé ou carrapatos, que também são grandes vetores de doenças humanas.

  ZAP //

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