Cientistas militares americanos evitaram uma guerra nuclear com a URSS

markkarvon / Deviant Art

Tsar Bomba – “Show of Force”, Mark Karvon

Uma forte tempestade solar, que desligou os radares de vigilância norte-americanos em plena Guerra Fria, quase provocou um novo conflito com a ex-URSS.

Corria o dia de 23 de maio de 1967, em plena Guerra Fria entre norte-americanos e russos, quando os radares de três sistemas de vigilância dos EUA deixaram de funcionar.

Localizados em regiões polares, esses sistemas serviam para detetar mísseis balísticos e, quando ficavam fora de serviço, podiam ser sinal de um ataque do inimigo.

Os militares norte-americanos pensaram então tratar-de um ato de guerra do lado soviético e já estariam prontos a enviar os seus aviões de combate.

Felizmente, vários especialistas em meteorologia espacial perceberam a tempo que não se tratava de um ataque mas antes de uma tempestade solar, como conta a União Geofísica Americana.

(dr) U.S. Government

Um mapa dos sistemas BMEWS (Ballistic Missile Early Warning System)

Um mapa dos sistemas BMEWS (Ballistic Missile Early Warning System)

Os detalhes desse fenómeno espacial, que quase provocou um conflito nuclear entre as duas potências, foram agora publicados na revista Space Weather.

“Se não fosse o facto de termos investido muito cedo em observação e previsão de tempestades solares e geomagnéticas, o impacto poderia ter sido muito maior”, afirmou Delores Knipp, física da Universidade do Colorado e líder da investigação.

O exército americano começou a explorar este tipo de fenómenos ainda nos anos 50 e, na década de 60, já a NORAD, uma organização americana e canadiana que defendia e controlava o espaço aéreo da América do Norte, tinha acesso a relatórios diários.

Foi graças a isso que, a 18 de maio desse ano, os especialistas perceberam que um grupo grande e invulgar de manchas solares, com campos magnéticos intensos, apareceu numa região do Sol.

(dr) National Solar Observatory Historical Archive

Uma imagem do Sol no dia 23 de maio de 1967

Uma imagem do Sol no dia 23 de maio de 1967

O já reformado coronel Arnold L. Snyder, que trabalhava na NORAD, estava a trabalhar no dia do presumível ataque, quando foi questionado se estava a ocorrer alguma atividade solar fora do comum.

“Lembro-me especificamente de lhes ter respondido cheio de entusiasmo: ‘Sim, metade do Sol está a desintegrar-se’ mas depois relatei os detalhes de forma mais calma”, recorda.

A tempestade geomagnética, que começou 40 horas depois das primeiras erupções solares, continuou a afetar as comunicações dos EUA durante quase uma semana.

De acordo com o novo estudo, foi tão potente que uma aurora boreal, que geralmente só é visível no círculo polar ártico, chegou a ser vista no Novo México, um estado bem a sul do país.

“Esta foi uma boa lição de como é importante estar preparado”, conclui Knipp.

ZAP // RT

PARTILHAR

RESPONDER

Cientistas criam algoritmo para identificar covid-19 a partir do som da tosse

Investigadores de vários países criaram um algoritmo que afirmam poder identificar se uma pessoa tem covid-19 a partir do som da sua tosse. Cientistas do México, Estados Unidos, Espanha e Itália, liderados por uma equipa do …

Para proteger o fundo do mar, novo sistema permite atracar vários barcos com uma só "âncora"

Quando vários barcos se amontoam numa enseada durante a noite, cada um deles lança uma âncora que pode potencialmente danificar os corais e a vida marinha no fundo do mar. O sistema Seafloat foi criado …

Japão e Estados Unidos assinam acordo de cooperação para exploração da Lua

O Ministério da Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia do Japão e a agência espacial dos Estados Unidos (NASA) assinaram um acordo de colaboração entre os dois países no programa Artemis, para a exploração da …

Washington Redskins mudam de nome por ser considerado racista

A equipa de futebol americano, até aqui denominada de Washington Redskins, vai abandonar essa designação, considerada de teor racista, para designar nativos da América do Norte. Em comunicado, a equipa de Washington explicou que, depois de uma …

Flores precisaram de cerca de 50 milhões de anos para se tornarem o que são hoje

As plantas com flor evoluíram há cerca de 100 milhões de anos, mas precisaram de outros 50 milhões de anos para diversificar e tornarem-se aquilo que são hoje, sugere uma equipa de investigadores. Os cientistas documentaram …

Estudo sugere que imunidade à covid-19 pode desaparecer em poucos meses

A imunidade adquirida por anticorpos após a cura da covid-19 pode desaparecer em alguns meses, o que poderá complicar o desenvolvimento de uma vacina eficaz a longo prazo, sugere um estudo britânico divulgado esta segunda-feira. "Este …

60 anos depois, já se sabe o que aconteceu aos 9 russos que desapareceram na Montanha da Morte

Passados 61 anos, o mistério da morte de nove esquiadores russos que faziam uma caminhada pelos Montes Urais, perto da chamada Montanha da Morte, foi finalmente resolvido. Em 1959, nove viajantes russos que faziam uma caminhada …

Médicos Sem Fronteiras é "institucionalmente racista", acusam atuais e ex-colaboradores

Uma declaração assinada por mil atuais e ex-funcionários revela que a Organização Não Governamental (ONG) Médicos Sem Fronteiras (MSF) é "institucionalmente racista" e reforça o colonialismo e a supremacia branca no trabalho humanitário que pratica. Na …

Empresa culpada pela crise de opioides fez contribuições políticas após declarar falência

A Purdue Pharma, empresa culpada pela crise de opioides nos Estados Unidos, fez contribuições políticas após ter sido processada e declarado falência. Os opioides são usados para aliviar a dor, mas também provocam uma sensação exagerada …

Norte-americano morre após ir a festa para provar que a covid-19 é uma farsa

Um norte-americano de 30 anos, de San Antonio, no estado do Texas, morreu de covid-19 depois de ir a uma festa para provar que a doença era uma farsa, informou a media local. O homem foi …