Médicos fazem primeiro transplante com um “coração morto”

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Cirurgiões australianos realizaram o primeiro transplante cardíaco, numa paciente de 57 anos, usando um coração tecnicamente morto.

Os corações usados em transplantes normalmente são retirados de pacientes com morte cerebral, mas ainda com batimento cardíaco.

CV ITV

Michelle Gribilas, 57 anos, sente-se com 40 de novo

Michelle Gribilas, 57 anos, sente-se com 40 de novo

Desta vez, porém, médicos do St Vincent’s Hospital, em Sydney, ressuscitaram e transplantaram órgãos que tinham parado de bater 20 minutos antes.

A técnica envolveu uma máquina que os médicos baptizaram de “heart-in-a-box”, que mantém o órgão aquecido. Os batimentos são então restaurados e são injetados nutrientes para reduzir o dano muscular.

A primeira paciente a receber um transplante usando a técnica foi Michelle Gribilas, de 57 anos.

“Agora sou uma pessoa totalmente diferente”, conta Gribilas à BBC. “Sinto-me como se tivesse 40 anos. Tenho muita sorte.”

A equipa responsável por esta experiência estima que a técnica do “coração numa caixa”, que está em testes em todo o mundo, pode elevar em até 30% o número de vidas salvas por transplantes, devido à maior disponibilidade de órgãos.

“Este avanço representa um passo na redução da falta de órgãos”, disse o director da unidade de transplantes do hospital St Vincent’s, Peter MacDonald.

Mais órgãos

Ao contrário de outros órgãos, o coração não é aproveitado após a chamada morte circulatória – quando cessam os batimentos cardíacos. O órgão é retirado e mantido no gelo até quatro horas antes da operação.

victorchang.edu.au

Peter MacDonald, professor e investigador do Instituto de Investigação Cardíaca Victor Chang

Peter MacDonald, professor e investigador do Instituto de Investigação Cardíaca Victor Chang

Diversos métodos de aquecimento e fornecimento de nutrientes são usados para manter outros órgãos, como o fígado e os pulmões, próprios para transplante.

O director médico de transplantes do sistema de saúde pública do Reino Unido, James Neuberger, diz que o uso de máquinas neste campo “é uma oportunidade de melhorar o número e a qualidade de órgãos disponíveis para o transplante”.

Mas diz também que “ainda é muito cedo para estimar quantas vidas podem ser salvas por transplantes por ano se esta tecnologia for adoptada como prática padrão no futuro”.

A Fundação Britânica para o Coração, por seu turno, descreveu a técnica como “um desenvolvimento significativo“.

ZAP / BBC

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