Incidente com Vitinha e inimizade com Neymar. Mbappé sente-se isolado no PSG

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Christophe Petit Tesson / EPA

Kylian Mbappé atravessa uma altura conturbada na capital francesa, principalmente após o incidente com Vitinha e o degradar da relação com Neymar.

Em maio, o Paris Saint-Germain conseguiu aquilo que tanto queria: Kylian Mbappé renovou o seu contrato com o clube até 2025. O internacional francês tinha proposta do Real Madrid, mas preferiu continuar em Paris.

Não se sabe ao certo os valores, mas a imprensa desportiva garante que Mbappé vai receber 50 milhões de euros limpos por temporada — a juntar ao chorudo prémio de assinatura. O jovem de 23 anos é atualmente o jogador mais bem pago do mundo.

No entanto, as coisas têm descambado desde então. Na semana passada, o PSG goleou o Montpellier por 5-2, mas a partida ficou marcado por um incidente entre Mbappé e o português Vitinha.

Tudo aconteceu já perto do fim da primeira parte, numa altura em que os parisienses já venciam por 2-0. Num lance de contra-ataque, Mbappé desistiu da jogada após perceber que o seu colega de equipa Vitinha não lhe tinha passado a bola. As imagens mostram o extremo a barafustar com os braços e a virar mesmo costas ao jogo.

O PSG até conseguiu chegar com sucesso à baliza adversária, mas faltou alguém ao segundo poste para concretizar. Caso o gaulês tivesse continuado a sua corrida, talvez pudesse ter ficado em posição de marcar.

Os adeptos parisienses não gostaram da atitude da principal estrela da equipa e fizeram questão de manifestar o seu desagrado nas redes sociais. Vários órgãos de comunicação internacionais também condenaram a atitude do jogador.

O ex-internacional francês Frank Leboeuf foi um dos maiores críticos às ações de Kylian Mbappé. O antigo futebolista não só falou sobre o episódio com Vitinha como também criticou uma discussão com Neymar sobre quem iria converter uma grande penalidade.

Mbappé falhou uma grande penalidade aos 23 minutos e, face a novo penálti aos 43 minutos, tentou convencer Neymar a cobrá-lo. No entanto, o brasileiro recusou e marcou-o ele mesmo.

“Se eu fosse o Christophe Galtier no fim do jogo dizia-lhe: ‘Kylian, adoro-te, mas que raio estás a fazer? É a última vez que fazes isto. Não me interessa se és a estrela da equipa, não podes fazer isto'”, atirou Leboeuf.

“Isto nunca teria acontecido nos anos 90. Se eu fizesse uma coisa daquelas alguém teria chegado ao pé de mim e teria dito ‘Quem pensas que és? Não importa se ganhaste o Mundial! Somos o Chelsea, joga, cala a boca e corre!’. É o que o Marquinhos deveria ter feito. Deveria ter chegado ao pé do Kylian e deveria ter dito ‘Que estás a fazer? É a última vez! Para a próxima vamos para o balneário e mostro-te como as coisas funcionam'”, acrescentou.

A relação entre Neymar e Mbappé parece ter azedado depois do último jogo. O extremo brasileiro gostou de uma publicação nas redes sociais que acusava Mbappé de ser “dono do PSG” após a recente renovação.

De acordo com a TNT Sport Brasil, Mbappé esperava que a equipa jogasse para ele, mas os colegas não parecem contentes com o ego do jogador. O jovem sente-se agora cada vez mais isolado do restante plantel.

Uma das promessas alegadamente feitas a Mbappé na altura da sua renovação era que Neymar sairia do clube — algo que ainda não se concretizou.

  Daniel Costa, ZAP //

1 Comment

  1. São atitudes como estas e a complacência mostrada pelos treinadores e outros dirigentes dos clubes para o vedetismo destes “trabalhadores” do futebol aliados às compensações financeiras exageradas, exorbitantes e ou desajustadas das possibilidades reais dos clubes (entidades patronais) que alimentam e aumentam o já elevado ego destes pseudo deuses populares (populares no pior sentido). Muitos destes atletas do futebol, independentemente do valor inato que têm, não possuem, na maior parte dos casos, valores de educação (no sentido de berço) nem tão pouco outros complementares como a escolaridade (em verdadeiros conhecimentos gerais ou específicos noutras áreas) ou de civilizacionais e de humanismo (mesmo que possam contribuir com dádivas a desafortunados ou instituições sociais os quais servem, quase sempre, para esconder essas falhas e abater mais qualquer coisa nos impostos. Temos exemplos tristíssimos de inúmeras “vedetas” ligadas a este ramo do futebol que quanto mais ganham mais gananciosos ficam e basta relembrar os vários processos recentes de fuga ao fisco quer em França, Espanha, Portugal, etc…. Já houve quem dissesse que o dinheiro (em excesso) é mais viciante que a cocaína. Lamentável. E mais lamentável é a generalidade das pessoas comuns alimentarem, sem protestos e condenação pública, estes “ídolos da bola”.

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