Mau tempo faz estragos em Lisboa, Porto, Portalegre e Aveiro

Jacopo Werther / wikimedia

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O mau tempo que assola hoje o país causou esta manhã 22 inundações em Lisboa, a queda de várias estruturas e obrigou ao corte de vias na Ponte 25 de Abril. Portalegre e Aveiro foram os distritos mais afectados, com registo de quedas de pontes e árvores, inundações e enxurradas.

Segundo informações dos sapadores bombeiros de Lisboa, hoje de manhã aqueles operacionais foram chamados para resolver 22 inundações, mas “sem gravidade”.

A queda de pequenas estruturas, revestimentos, cabos eléctricos e árvores foram outras das ocorrências para que foram chamados.

Também devido ao mau tempo e “vento muito forte”, a faixa esquerda nos dois sentidos da Ponte 25 de Abril, em Lisboa, está cortada ao trânsito.

As motas e camiões estão obrigados a circular apenas em grupo “para haver menos riscos”, disse fonte policial.

“Isto porque se um camião ou uma mota atravessar a ponte sozinho há mais risco de poderem, entre aspas, voar”, explicou à agência Lusa fonte do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa.

 

11 quedas de árvores, inundação e queda de muro em Portalegre

O mau tempo que assola hoje o distrito de Portalegre, com chuva e vento forte, provocou 11 quedas de árvores em vários concelhos, uma pequena inundação numa via e o deslizamento de um muro, informaram os bombeiros.

“Todas estas situações ocorreram entre as 09:00 e as 10:00”, altura em que “choveu muito e havia vento forte”, revelou à agência Lusa o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Portalegre.

Segundo a mesma fonte, a situação meteorológica, entretanto, “já melhorou”, não tendo estas ocorrências, que estão a ser resolvidas pelos bombeiros, provocado danos materiais ou pessoais.

As quedas de árvores foram registadas em diversos concelhos, com Gavião a ser o mais afectado (três árvores), seguindo-se os de Castelo de Vide, Nisa e Crato, com duas em cada.

Os bombeiros foram mobilizados também para resolver uma queda de árvore em Campo Maior e outra em Marvão, precisou o CDOS.

A “pequena inundação” aconteceu “numa rua em Fortios”, no concelho de Portalegre, enquanto o deslizamento de um muro verificou-se em Alter do Chão.

“Foi um muro que caiu junto à estrada entre Alter do Chão e Fronteira”, referiu o CDOS de Portalegre.

Em média, para cada uma destas ocorrências no distrito de Portalegre, acrescentou a fonte, foram mobilizados cinco bombeiros, apoiados por uma ambulância.

Também no Alentejo, mas no distrito de Évora, por volta das 09:30, foi registada uma queda de árvore em Montemor-o-Novo, junto à Estrada Regional 2, entre aquela cidade e Escoural.

“A árvore está a obstruir parcialmente a via, mas a situação deve estar resolvida brevemente porque os bombeiros já foram mobilizados para o local”, afiançou o CDOS de Évora, contactado pela Lusa.

 

Enxurrada levou ponte de acesso aos campos em Vilarinho, Aveiro

A força das águas e o depósito de materiais destruiu a ponte de Vilarinho, em Cacia, que foi “levada pela enxurrada”, anunciou, esta sexta-feira, o presidente da Câmara de Aveiro, Ribau Esteves.

Ribau Esteves, que falava durante os trabalhos da Assembleia Municipal de Aveiro, informou que os serviços foram alertados para a acumulação de detritos junto à ponte na quinta-feira e na manhã de sexta-feira e quando chegaram ao local para intervir “a ponte já não estava lá”.

“Estamos no tubo de descarga de toda a bacia do Vouga e hoje (sexta-feira) quando chegamos ao local para iniciar a remoção já não estava lá a ponte. A enxurrada durante a noite levou a ponte. Tinha cerca de 80 metros e estão lá cerca de dez para contar a história, apenas um pedaço agarrado à margem sul. A água levou tudo”, disse.

De acordo com o relato do autarca, a equipa municipal que compareceu no local já não foi a tempo de intervir para salvaguardar a ponte de acesso aos campos agrícolas e limitou-se a sinalizar com instrumentos de alerta a impossibilidade de circulação.

Ribau Esteves disse ter já comunicado o sucedido ao vice-presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, com quem reuniu sexta-feira para analisar os problemas do Baixo Vouga Lagunar.

A ponte de Vilarinho foi construída há cerca de 20 anos pelo Governo Civil de Aveiro – quando era governador civil Gilberto Madail -, atendendo a várias exposições feitas por agricultores da zona para facilitar o acesso a campos de que eram proprietários na outra margem do Rio Novo do Príncipe, um canal artificial aberto no século XIX para encurtar a distância do Rio Vouga em direcção ao mar.

A força das águas veio a destruir a ponte primitiva, que foi depois reconstruída pela Câmara de Aveiro, no primeiro mandato do socialista Alberto Souto.

 

Mau tempo no Porto provoca estragos em habitações

O mau tempo provocou danos em habitações, esta madrugada, no concelho de Paredes, obrigando alguns residentes a abandonarem as suas casas, disse à Lusa fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) do Porto.

“Houve várias situações, desde a queda de árvores e postes, a telhados arrancados”, bem como o registo de habitações danificadas que levaram os moradores a abrigarem-se em casas de vizinhos, indicou a mesma fonte, precisando que as ocorrências afetaram, com especial incidência, as freguesias de Lordelo, Vilela e Duas Igrejas.

De acordo com o CDOS do Porto, os danos estão a ser avaliados, pelo que não há ainda dados precisos sobre o número de casas danificadas ou das pessoas afetadas.

 

Subida do mar em Espinho e Ovar causa inundações e estragos diversos

A subida do mar nos concelhos de Espinho e de Ovar causou hoje inundações e vários estragos em infraestruturas, disseram à Lusa fontes dos bombeiros locais, que adiantaram esperar nova subida das águas a meio da tarde.

De acordo com fonte dos Bombeiros Voluntários de Ovar, a situação mais complicada deu-se durante a madrugada na zona do Furadouro, onde o mar atingiu diversos cafés e até o posto de praia da própria corporação de bombeiros, que ficou “bastante danificado”.

“Estamos à espera, a partir das 16:30 da tarde, que volte a aumentar a ondulação e o mar volte a galgar”, referiu a mesma fonte, que recordou que, nos últimos dias, a força do mar tem vindo a aumentar de intensidade.

 

/Lusa

 

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