Marinheiros russos que morreram em incêndio de submarino nuclear “evitaram catástrofe mundial”

(cv) Pravda

Submarinoi russo K-329 Belgorod

Na semana passada, 14 marinheiros morreram na sequência de um incêndio num submarino nuclear russo. Agora, uma alta patente das Forças Armadas diz que “morreram para evitar uma catástrofe mundial”.

Os 14 marinheiros morreram quando o submarino realizava testes militares em águas territoriais do norte da Rússia, mas o acidente continua envolto em mistério. Moscovo não revela a missão nem o nome do submarino em causa. No entanto, acredita-se que se trata de um Locharik, um submarino AS-12, de propulsão nuclear.

No funeral das vítimas em São Petersburgo, uma alta patente das Forças Armadas russas disse às famílias dos marinheiros que os tripulantes tinham morrido para evitar “uma catástrofe mundial”.

“Hoje estamos a ver a tripulação de um aparelho de investigação em águas profundas, que morreu durante uma missão de combate nas águas frias do Mar de Barents. Catorze mortos, catorze vidas. Com o custa das suas vidas, eles salvaram as dos seus companheiros, salvaram o navio e não permitiram uma catástrofe planetária“, disse o militar russo, do qual se desconhece a identidade.

Segundo o jornal britânico The Independent, o acidente foi provocado por um incêndio no compartimento da bateria do submarino. O ministro da Defesa Sergei Shoigu diz que o reator nuclear do submarino estava operacional e que os tripulantes tomaram “as atitudes necessárias” para protegê-lo.

O presidente russo, Vladimir Putin, disse que era uma equipa “bastante profissional” e que esta foi “uma grande perda” para a frota e para todo o exército russo. “Dou as minhas sinceras condolências às famílias das vítimas”, disse Putin.

O acidente reavivou as memórias da tragédia do submarino Kursk, que se afundou durante manobras militares no mar de Barrents, matando 118 marinheiros, em 12 de agosto de 2000.

Nesse acidente, um dos torpedos explodiu, despoletando todas as munições da embarcação, afundando-a até 110 metros de profundidade. Os 23 marinheiros que sobreviveram ao impacto inicial morreram alguns dias depois, por não terem sido resgatados em tempo útil.

ZAP //

PARTILHAR

10 COMENTÁRIOS

  1. Os submarinos russos parecem não ser muito fiáveis e pouco aconselháveis, tal como os Kamov parecem também sofrer de algum mal de fabrico.

  2. Meus caros Zap: desconheço por que capricho cinco se escreve com ‘c’ e quinze com ‘q’, assim como quatro se escreve com ‘q’ e catorze com ‘c’.

    O certo é que o português tem sido uma língua feita por idiotas, escudados em não menos inúteis academias cujos fins obscuros (embora sejam bem conhecidos os critérios de escolha dos membros – e conhecedor que sou dos meandros de uma ou outra sei bem quais são esses predicados) desconheço.

    Em todo o caso, o pedido de correcção é: catorze onde se lê quatorze.

    Cumprimentos

    • As duas formas citadas para se referir ao numeral “14” estão corretas. “Quatorze” se assemelha mais de sua origem latina “quattuordecim” e, “Catorze” foi uma alteração fonética, comum de ocorrer em várias línguas. Tais alterações são uma das causas de existirem diferentes idiomas, do contrário não existiriam os idiomas (latinos) italiano, francês, espanhol, inclusive o português e, tantos outros. Sendo igualmente comum nos outros idiomas termos mais de uma palavra para nos referirmos a mesma coisa.

  3. Lamento meus caros. Bem sei qual é o étimo. E até concordo que seria mais correcto quatorze. Mas, em Português, é catorze, ponto!
    Ao gajoviejo (que escreve em brasileiro) apenas tenho a dizer que em Portugal é catorze. O AEIOU é uma empresa portuguesa e, portanto, será de bom tom que escrevam em português.
    Não é uma questão de preconceito. O brasileiro é uma forma do português, mas tem uma identidade ortográfica e gramatical distinta. O erro é quererem misturar o que não é misturável, com acordos ortográficos e outras idiotices.
    O inglês dos Estados Unidos, o inglês da Austrália, o inglês da Nova Zelândia são distintos do inglês padrão (o de Inglaterra) e todos se entendem sem necessidade de qualquer uniformização ou acordos.
    O mesmo sucede com o castelhano e as suas variantes. Só aqui neste país de idiotas é que meia dúzia de iluminados (à pala da qual meteram uns trocos valentes na algibeira) é que houve essa necessidade.
    E, claro, há sempre um rebanho de seguidores para cada idiotice….
    Moral da história e ainda para o gajoviejo: se está tão preocupado com o étimo e com a origem das palavras, sugiro que passe a usar a forma correcta de omnibus para se referir ao ônibus…

    • Sempre se usaram as duas formas. Sou portuguesa e tenho 32 anos. Deixa de ser ignorante tens todas as ferramentas a disposição para pesquisar se tens dúvidas.

  4. Estimada Energumena,
    Pagam-me para educar energumenos e burgessos de Setembro a Julho. Em Agosto estou de férias!
    Em todo o caso, só posso educar quem o quer ser. Claramente não é o seu caso! Se é demasiado ignorante, ou não tem a capacidade para ir um pouco mais além do que vomitar algumas referências erradas da Internet de outros ignorantes como V. Ex.a, ou de brasileiros, lamento. Em português (o genuíno e não as variantes que querem fazer passar como tal, é quatro e catorze. Por muito incongruente que possa ser é mesmo assim.

A Realidade Virtual pode ser a próxima terapia para tratar pânico, fobias e distúrbios

A Oxford VR, empresa britânica de realidade virtual, acaba de acumular mais de 13 milhões de euros para investir na terapia com a tecnologia do futuro. A companhia surgiu a partir do departamento de psiquiatria da …

Apple não deixa que vilões de filmes usem iPhones

A Apple não deixa que os vilões dos filmes de Hollywood usem os telemóveis iPhone no grande ecrã. Esta é apenas uma das empresas que não permite este tipo de coisa. Os filmes podem ter uma …

O coronavírus pode ser a "doença X" temida pelos especialistas

O coronavírus, que já matou 2.700 pessoas e infetou mais de 80 mil desde dezembro, está a tornar-se "rapidamente" no primeiro grande desafio pandémico do mundo, enquadrando-se nos moldes da "doença X" temida por especialistas. O …

Media Capital passou de lucros a prejuízos de 54,7 milhões

A Media Capital registou prejuízos de 54,7 milhões de euros no ano passado, contra lucros de 21,6 milhões de euros um ano antes, anunciou hoje a dona da TVI, que está em processo de compra …

Camas na classe económica dos aviões podem vir a tornar-se uma realidade

A companhia aérea neozelandesa Air New Zealand está a pensar incluir camas na classe económica de alguns dos seus voos mais longos. A ideia deverá avançar dentro de um ano. A companhia aérea neozelandesa Air New …

Temperatura do planeta pode estabilizar nos valores de há três milhões de anos

A temperatura no planeta pode estabilizar nos valores de há três milhões a cinco milhões de anos, caso a humanidade consiga estancar as emissões de gases com efeito de estufa até 2030, diz a especialista …

Operação Lex. Juiz Vaz das Neves arguido por corrupção e abuso de poder

O ex-presidente do Tribunal da Relação de Lisboa Vaz das Neves é arguido na Operação Lex por suspeitas de corrupção e abuso de poder relacionadas com a distribuição eletrónica de processos, disse à Lusa fonte …

Governo quer licenças de trabalho parcial pagas para pais no primeiro ano dos filhos

O Governo quer implementar licenças de trabalho parcial remuneradas para pais e mães de crianças no seu primeiro ano de vida, no âmbito do programa para a conciliação entre vida profissional e vida familiar e …

Covid-19. Portugal "tem de preparar-se para o pior" e ter plano de contingência

Ricardo Mexia, presidente da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública, defende que Portugal tem de se preparar para o pior e, por esta altura, já devia ser conhecido o plano de contingência em ação. "Convém …

Misteriosa mensagem esculpida numa rocha em França foi finalmente decifrada

A inscrição, gravada há 250 anos numa rocha na região francesa da Bretanha, foi finalmente decifrada graças a um concurso lançado pelo município. O mistério, que há muitos anos intrigava a comunidade científica e curiosos de …