Marchas do 1.º de Maio em Paris, Istambul e Turim marcadas pela violência

A menos de uma semana da segunda volta das eleições presidenciais em França, o desfile do 1º de Maio ficou marcado, em Paris, com confrontos entre jovens encapuzados e a polícia.

Em Paris, algumas centenas de manifestantes, mascarados e encapuzados atiraram projéteis e coquetéis molotov contra as forças de segurança, que responderam com gás lacrimogéneo, tendo, pelo menos, três polícias ficado feridos.

A polícia conseguiu separar os jovens dos sindicalistas, que continuaram o desfile separadamente.

Na Turquia, 165 pessoas foram detidas pela polícia, em Istambul, a maioria por tentarem desfilar na praça Taksim, desafiando a proibição de realizar neste local manifestações no 1º de Maio.

Pelo terceiro ano consecutivo, a praça Taksim foi declarada fora dos limites das manifestações e a polícia bloqueou os pontos de entrada, permitindo apenas que pequenos grupos de representantes sindicais colocassem coroas de flores num dos monumentos.

Os principais sindicatos turcos concordaram realizar em Istambul e Ancara as manifestações em locais designados pelo governo, mas pequenos grupos tentaram chegar àquela praça.

Também na cidade italiana de Turim um grupo de manifestantes enfrentou a polícia durante a manifestação do Dia Internacional dos Trabalhadores, tendo-se vivido momentos de tensão devido aos confrontos.

Em Espanha, os dois principais sindicatos realizaram marchas para assinalar o 1º de Maio em mais de 70 cidades espanholas com o mote “Não há mais desculpas” e pediram ao governo para aumentar os salários e pensões.

Milhares de pessoas desfilaram nas ruas de Madrid, numa marcha em que foi liderada pelo secretário-geral da CCOO – Confederação Sindical das “Comisiones Obreras”, (historicamente ligada ao Partido Comunista), juntamente com o líder da União Geral de Trabalhadores (UGT – ligada ao PSOE).

Em Moscovo realizaram-se duas marchas para assinalar o 1º de Maio, que reuniram mais de um milhão e meio de russos no centro de Moscovo, desfiles que contaram com uma adesão superior a anos anteriores, segundo a agência de notícias Interfax.

Ambas inspiradas na nostalgia dos tempos soviéticos, os manifestantes agitaram bandeiras comunistas e retratos de Lenin, ao som de bandas de música.

Milhares de pessoas também celebravam o 1º de Maio na capital alemã sem registo de violência, apesar da polícia estar preparada para essa possibilidade.

Já na África do Sul, as comemorações ficaram marcadas por tumultos e com o principal sindicato do país a pedir a demissão ao Presidente Jacob Zuma.

Todos os discursos programados para o evento foram cancelados.

Na Grécia, milhares de pessoas manifestaram-se junto ao parlamento em Atenas, no dia em que elementos do governo se reuniram com os credores para discutir mais um pacote de austeridade.

Para protestar contra este novo programa de austeridade, o maior sindicato grego convocou uma greve geral para o dia 17 de maio.

Em Cuba, o maior evento político anual do país ficou marcado quando um homem, envergando uma bandeira norte-americana, rompeu a segurança e colocou-se à frente das dezenas milhares e pessoas que participavam na marcha, que era assistida pelo Presidente Raúl Castro.

Na Venezuela, a oposição organizou uma marcha para celebrar o primeiro mês de protestos contra o Presidente Nicolas Maduro e desafiar o poder que tradicionalmente organiza grandes desfiles no 1º de maio.

// Lusa

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