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Marcas de mãos de crianças em caverna mexicana revelam antigo ritual Maia

Kurt Thomas Hunt / Flickr

Imagem ilustrativa de uma caverna

Há cerca de 1.200 anos, crianças fizeram mais de 100 impressões de mãos nas paredes de uma caverna mexicana. Hoje, os arqueólogos sugerem que as marcas podem ser parte de um misterioso ritual de maioridade dos antigos Maias.

Foram encontradas 137 marcas de mãos numa caverna subterrânea localizada perto do norte da península de Yucatán, no México. Segundo a Reuters, uma análise do tamanho das impressões, feitas a tinta preta e vermelha, revelou que foram feitas por crianças que estavam a entrar na puberdade.

Os investigadores esclarecem que, na altura, o preto simbolizava a morte. Isto não significa necessariamente que as crianças seriam mortas, “mas sim a morte de uma perspetiva ritual”.

Depois de terem feito as marcas pretas, “as crianças imprimiram as mãos em vermelho, numa referência à guerra ou à vida”, acrescentou o arqueólogo Sergio Grosjean.

As gravuras têm mais de 1.200 anos, o que as coloca no final do período clássico dos Maias, quando as principais cidades do atual sul do México e América Central prosperavam. Na altura, a arte, a arquitetura e a agricultura floresciam.

A caverna torna-se ainda mais importante pela sua localização, já que se encontra nove metros abaixo de uma árvore considerada sagrada pelo povo Maia – a ceiba -, nas proximidades da antiga cidade de Chichén Itzá.

No local, foram também encontrados outros objetos, como um rosto talhado e seis relevos com pinturas datadas de entre 800 d.C. e 1.000 d.C..

Neste período, uma grande seca atingiu a região e poderia ter contribuído para o repentino abandono das principais cidades da cultura Maia.

  Liliana Malainho, ZAP //

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