Os últimos mamutes viveram numa ilha remota (e tiveram uma morte repentina)

Segundo o mais recente estudo, os últimos mamutes viveram numa ilha do Ártico. As condições climatéricas e o “dedo” humano poderão ter sido a razão da sua extinção.

Num estudo de 2017, um grupo de cientistas norte-americanos sugeriu que a razão para a extinção dos mamutes foi uma “explosão mutacional” — um aumento acentuado do número de mutações negativas no ADN provocado pela diminuição da espécie.

Agora, um novo estudo publicado este mês na revista Quaternary Science Reviews descobriu onde morreram os últimos mamutes do planeta. As conclusões da investigação apontam que os últimos mamutes morreram há 4 mil anos, na ilha Wrangel, no Oceano Ártico.

A equipa de cientistas explica que uma combinação de fatores pode ter levado à extinção deste majestoso animal. O habitat isolado, as condições atmosféricas extremas e até a ação do homem pode ter levado ao fim das últimas espécimes de mamutes.

De acordo com o EurekAlert, com o aquecimento global que começou há 15 mil anos, os mamutes foram perdendo área habitável. Até mesmo na ilha Wrangel, a subida dos nível do mar tramou os mamutes que lá viviam, e que aguentaram mais 7 mil anos do que os restantes.

Esta previsão vai contra estudos anteriores, que davam conta de que os mamutes se extinguiram há 15 mil anos. Outro estudo indica que desapareceram há 5.600 anos. Em ambos, os espécimes enfrentaram mudanças na sua composição isotópica, mostrando que houve mudanças no seu ambiente antes de se extinguirem localmente.

No caso dos mamutes da ilha de Wrangel, isto não se verificou, com a sua composição a manter-se intacta. Contudo, verificaram-se mudanças na dieta deste animal na região.

“Achamos que isto reflete a tendência dos mamutes siberianos em depender das suas reservas de gordura para sobreviver durante os invernos extremamente duros da era do gelo, enquanto os mamutes de Wrangel, vivendo em condições mais amenas, simplesmente não precisavam disso“, explicou Laura Arppe, que liderou a equipa de investigadores.

(dr) Juha Karhu

Dente de mamute encontrado na ilha Wrangel.

Segundo os cientistas, a sua morte repentina pode ser justificada por extremas condições meteorológicas. Por exemplo, o chão poderia ter ficado coberto por uma espessa camada de gelo, impedindo que estes encontrassem comida suficiente.

“É fácil imaginar que a população, talvez já enfraquecida pela deterioração genética e problemas de qualidade de água potável, poderá ter sucumbido após algo como um evento climático extremo”, disse Hervé Bocherens, coautor do estudo.

É ainda colocada a possibilidade de os humanos terem culpa na trágica extinção dos mamutes. As primeiras evidências arqueológicas de humanos em Wrangel datam de apenas algumas centenas de anos após o osso de mamute mais recente. É improvável que se encontrem provas de que humanos caçavam mamutes nesta ilha, mas esta hipótese não pode ser descartada.

ZAP //

PARTILHAR

RESPONDER

Convívio deve ser limitado às pessoas com quem se vive, apela DGS

A diretora-geral da Saúde apelou aos portugueses, esta segunda-feira, na conferência de imprensa sobre a evolução da pandemia em Portugal, para limitarem os contactos físicos às pessoas com quem vivem. "Ao conviver em presença com familiares …

"Lembranças da Lua." China prepara missão para recolher amostras do solo lunar

A China vai fazer a primeira tentativa desde os anos 70 de ir à Lua recolher rochas. A missão ficará a cargo da Chang'e 5, que será lançada esta terça-feira. A Chang'e 5 vai realizar a …

Hotéis já podem ser usados como escritórios e centros de dia

Os estabelecimentos hoteleiros, de turismo de habitação e resorts já estão autorizados a serem temporariamente usados como escritórios, showrooms e centros de dia, segundo o decreto-lei publicado em Diário da República. O diploma publicado no domingo, …

Bolsonaro critica "ataques injustificados" sobre a desflorestação da Amazónia

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, considerou durante a cimeira virtual do G20, que as críticas sobre o aumento da desflorestação são "ataques injustificados" e "demagógicos" que surgem de países "menos competitivos". “Eu apresento factos, dados …

Dois novos casos de legionella diagnosticados no Grande Porto

Mais duas pessoas foram diagnosticadas com legionella, esta segunda-feira, na região do Grande Porto, elevando para 87 o número de casos identificados desde o início do surto. Fonte da Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-Norte) …

Reformaram-se 1.649 professores este ano. É o valor mais alto desde 2013

Este ano, reformaram-se mais 1.649 professores em Portugal continental. É o valor mais alto dos últimos sete anos. De acordo com o Correio da Manhã, entre janeiro e dezembro deste ano, aposentaram-se 1.649 professores em Portugal …

Já foram assassinadas 30 mulheres este ano, metade por violência doméstica

O Observatório das Mulheres Assassinadas (OMA) contabilizou 30 mulheres assassinadas entre 1 de janeiro e o dia 15 de novembro, 16 das quais em contexto de relações de intimidade, um valor abaixo das 21 registadas …

Netanyahu terá visitado Arábia Saudita (e reunido com Mike Pompeo e o príncipe herdeiro em segredo)

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, terá viajado no domingo em segredo à Arábia Saudita para se encontrar com o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman, divulgaram esta segunda-feira vários meios de comunicação de Israel. De acordo …

Arguidos no processo da queda da árvore na Madeira vão a julgamento

O Tribunal da Comarca da Madeira decidiu, esta segunda-feira, após a fase de instrução, levar a julgamento os dois arguidos no caso da queda da árvore no Funchal que, em agosto de 2017, provocou a …

Ausência de máscara na via pública dá multa a pelo menos 7 pessoas por dia

Entre 28 de outubro e 16 de novembro, a GNR e a PSP aplicaram 825 coimas por incumprimento relativo ao uso de máscara, sendo que mais de 130 foram por falta dela na via pública. De …