Macron pondera avançar com referendo para acalmar protestos

Philippe Wojazer / EPA

O presidente francês poderá convocar um referendo para o mesmo dia das eleições europeias em França, dia 26 de maio. Desconhecem-se ainda qual ou quais serão as questões a figurar nos boletins de voto.

Numa tentativa de acalmar os protestos dos coletes amarelos, o presidente francês, Emmanuel Macron, está a ponderar convocar um referendo para o dia 26 de maio, o mesmo dia das eleições europeias em França, segundo o jornal Le Journal du Dimanche.

Os franceses serão convidados a expressar a sua opinião num boletim de votos sobre se concordam ou não com a diminuição dos deputados da Assembleia Nacional – atualmente são 577 – e a imposição de mandatos dos deputados, uma das reivindicações dos coletes amarelos.

Todavia, o Palácio do Eliseu está a ser aconselhado por elementos de topo do seu partido, República em Marcha, a colocar várias questões numa estratégia para o povo não se virar contra Macron com perguntas concretas. Desta forma, o chefe de Estado poderia reivindicar vitória independentemente do seu resultado.

Para que o referendo se realize no dia das europeias, Macron terá de dar luz verde nos próximos dias. Em causa estão todas as dificuldades de logística, como a impressão dos boletins e a sua distribuição por todo o país, além da própria organização das mesas de voto e escolha dos seus membros.

As gráficas e os fabricantes de papel já foram colocados em pré-aviso, esperando apenas a luz verde do chefe de Estado.

O Palácio do Eliseu e o Ministério do Interior, responsável pelos boletins, recusaram-se a comentar, mas o jornal cita várias fontes próximas do chefe de Estado que estão por dentro da estratégia política.

A possibilidade de um referendo surgiu depois de o “grande debate nacional” para se redigir um “novo contrato para a nação” francesa, apresentado por Macron como abertura à contestação dos coletes amarelos, não teve a adesão esperada. À sua direita e à sua esquerda, são muitos os que a consideram “ridícula” e uma “farsa”, como é o caso da França Insubmissa, de Jean-Luc Mélenchon, e da central sindical CGT.

Está convocada para esta terça-feira uma greve geral pela CGT em apoio aos coletes amarelos. Será a primeira grande ação em conjunto entre os coletes amarelos e os vermelhos, desconhecendo-se qual a sua intensidade e o impacto que terá. Esta ideia de referendo poderá ser uma iniciativa para desincentivar os franceses a irem para as ruas.

Há quase três meses que os coletes amarelos bloqueiam estradas e fazem todos os sábados manifestações nas principais cidades francesas. O movimento tem conseguido manter uma elevada pressão sobre o Palácio do Eliseu.

Os coletes amarelos começaram a protestar contra o aumento dos impostos dos combustíveis, mas rapidamente alargaram as suas reivindicações, demonstrando um elevado mal-estar entre a sociedade francesa quanto à governação de 19 meses de Emmanuel Macron.

ZAP //

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