Actor Luke Perry foi enterrado num fato de cogumelos. Funerais ecológicos são nova tendência

Quando Luke Perry, o actor da série “Beverly Hills 90210”, foi sepultado no Tennessee, nos EUA, no passado mês de Abril, após a morte aos 52 anos vítima de um enfarte, levava vestido um fato de cogumelos. A revelação foi feita pela filha Sophie Perry e é o sinal de uma nova tendência, os funerais ecológicos.

Foi numa publicação no seu perfil do Instagram que a filha de Luke Perry revelou ao mundo que o pai foi enterrado num fato de cogumelos como “um dos seus últimos desejos”, num gesto “bonito para este bonito planeta”.

“Em Dezembro, fui a São Francisco com dois dos meus melhores amigos. Um deles nunca tinha estado na Califórnia, por isso fomos mostrar-lhe as Redwoods. Tirei esta foto enquanto estávamos lá porque pensei ‘fogo, estes cogumelos são bonitos'”, relata Sophie Perry no Instagram, falando da visita à Reserva Natural de Armstrong Redwoods na Califórnia.

“Agora, os cogumelos carregam um significado totalmente novo para mim”, continua a filha de Luke Perry, destacando “o genial que é o fato de enterro de cogumelos” como “uma opção eco-amigável”.

Este fato peculiar é uma invenção de Jae Rhim Lee, co-fundadora da empresa de funerais ecológicos Coeio que está baseada na Califórnia.

Denominado “Fato de Enterro Infinito”, trata-se de um invólucro de enterro completamente biodegradável, feito com algodão orgânico e que tem implementada uma mistura biológica de cogumelos e de outros microorganismos que ajudam o corpo a decompor-se, que “neutralizam toxinas” e que transferem nutrientes para as plantas, como se explica no site da Coeio.

Os corpos são assim “transformados em nutrientes vitais que enriquecem a terra e cultivam vida nova”, acrescenta a empresa.

Além disso, o fato ecológico ainda reduz os contaminantes tóxicos do corpo humano, nomeadamente o mercúrio, que são libertados para o meio ambiente durante os processos de decomposição e de cremação.

Com um custo de 1500 dólares por unidade (cerca de 1300 euros) , o fato existe também numa versão para animais de estimação. E a empresa promete plantar duas árvores por cada fato vendido.

A mentora da ideia apresentou o conceito durante uma Ted Talk em 2011, destacando que se inspirou no facto de “alguns dos fungos mais saborosos” também terem propriedades que ajudam a “limpar as toxinas do meio ambiente”. “Assim, pensei que podia treinar um exército de fungos comestíveis limpadores de toxinas”, constatou.

Perante uma assistência que foi passando pelo espanto e pelo riso, Jae Rhim Lee acrescentou na sua intervenção que se tratava de “um passo” para nos “responsabilizarmos pela nossa própria pegada sobre o planeta”.

Todavia, há quem não goste muito da ideia, notando que comer cogumelos que cresceram a partir do cadáver de uma pessoa não parece algo muito interessante de se fazer.

Já a ideia dos caixões biodegradáveis está implantada há alguns anos no sector funerário, com várias empresas da área cada vez mais focadas em conceitos eco-amigáveis. E há empresas que transformam os compostos mortais do corpo humano em terra em vez de cinzas e agências funerárias que disponibilizam caixões feitos em materiais como bambu, salgueiro e folhas de ananás. Porque, afinal, não é só na vida que devemos preocupar-nos com a defesa do planeta.

SV, ZAP //

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