Lisboa está entre as cem cidades com os melhores hospitais do mundo

Mário Cruz / Lusa

Hospital de Santa Maria, Lisboa

Lisboa figura na lista das cidades com os melhores hospitais do mundo segundo o estudo “Best Hospital Cities Ranking 2019”, realizado pela primeira vez pela tecnológica da área da saúde Medbelle, uma startup baseada em Londres, no Reino Unido.

Tóquio, no Japão, lidera a tabela e a capital portuguesa surge na posição 95ª de uma lista cujo top 10 é composto, sobretudo, por cidades europeias, embora na segunda posição surja Boston, nos EUA.

Já a Alemanha consegue duas entradas com Munique e Berlim, em 6º e 10º lugar, respetivamente. Em terceiro surge Londres, no Reino Unido, seguida de Paris, em França. As outras duas presenças não europeias são Seul, na Correia do Sul, no 5º lugar, e Melbourne, na Austrália, que ficou classificada em na 7ª posição. Em 8.º e 9.º lugar aparecem Amesterdão, na Holanda, e Basileia, na Suíça, respetivamente.

No que toca à qualidade das infraestruturas hospitalares, Boston figura em primeiro lugar com as melhores instalações do mundo e nesta categoria, Lisboa é a 91ª da lista. No capítulo do melhor acesso aos cuidados médicos pelos doentes, Paris lidera, enquanto Lisboa consegue ficar em 68º do ranking mundial.

Na qualidade dos cuidados clínicos, Tóquio volta a ficar em primeiro e Lisboa em 93ª, enquanto Boston destaca-se ao nível das melhores universidade de medicina, com a capital portuguesa a classificar-se na 82ª posição nesta categoria.

É, de acordo com o semanário Expresso, a primeira vez que a Medbelle conduz este estudo e é provável que esta iniciativa passe a repetir-se anualmente.

O estudo da Medbelle começou pela escolha de uma listagens dos melhores hospitais e das melhores escolas de medicina existentes a nível global. Depois estes elementos foram analisados em três categorias para determinar a excelência hospitalar: infraestrutura, qualidade dos cuidados de saúde e acesso.

A análise incluiu a qualidade do ensino da medicina, o número de camas hospitalares, as taxas de sobrevivência a um diagnóstico de cancro, o número de enfermeiros per capita ou quantidade de cirurgiões per capita. A que se somaram também informações como os custos da medicina ou a prevalência de profissionais médicos na área das doenças mentais.

Todas os indicadores recolhidos serviram para pontuar, com uma escala de zero a 100, cada geografia em termos de serviços hospitalares e classificá-las no ranking das cem melhores cidades do mundo a este nível.

Na apresentação do ranking, a Medbelle explica que realizou esta análise porque “acredita que todos as pessoas devem ter acesso a boa saúde” e que como “parte da onda de soluções médicas digitais vemos, em primeira mão, como as infraestruturas têm um enorme impacto na experiência dos doentes”.

“Uma cidade pode ter um hospital de nível mundial, mas de o sistema de saúde não permite um acesso facilitado e não providencia serviços de saúde de alta qualidade a todos os cidadãos, é porque ainda há espaço para melhorias”, sustenta a startup.

A criação deste ranking mundial olha para o ecossistema hospitalar numa determinada cidade como um todo e não se detém numa ou noutra instituição de forma individual. Os resultados, explica a Medbelle, evidenciam as cidades que oferecem os melhores cuidados médicos em termos globais e pretende criar um “benchmark para o resto do mundo que ajude a percecionar qual a melhor forma de desenvolver a educação na área médica, melhorar a acessibilidade e construir um futuro mais saudável”.

ZAP //

 

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