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Jogadora quase morreu por tomar suplemento para emagrecer (e nem precisava)

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Janyne Luna nem estava com quilos a mais mas queria “ficar bem no vestido de madrinha”. Foi preciso um transplante de urgência.

Janyne Luna foi convidada para estar presente em dois casamentos, em 2019. Iria ser madrinha de casamento numa dessas cerimónias. Por isso, quis emagrecer.

“Queria dar uma “secada” rápida, só para ficar bem no vestido de madrinha de casamento que eu usaria em breve”, conta à BBC a brasileira de 32 anos, que joga basquetebol a nível amador.

Era mesmo uma questão de estética, de se sentir bem no vestido e de se ver no espelho – porque não tinha peso a mais, olhando para a sua altura e para a sua idade.

Conseguiu a receita, comprou um suplemento à base de plantas e, com a promessa de resultados rápidos e eficazes, começou a tomar as cápsulas.

Três semanas depois, o seu peso estava igual.

Um mês depois, começou a sentir enjoos, as mãos tremiam, a cabeça deixou de funcionar como antes, o corpo e os olhos começaram a ficar mais amarelos amarelados, a urina ficou mais escura.

Uma inflamação no fígado, causada pelo suplemento. Uma falência hepática aguda (hepatite fulminante), que pode causar a morte da paciente, e que só foi resolvida com um transplante hepático, em Junho de 2019.

“Senti-me culpada, ainda mais por saber que eu nem precisava daquilo. Foi a única vez que me lembrei de tomar remédio para emagrecer e sofri consequências graves”, lamentou.

Uma estreia em salas de cirurgia mas com uma entrada rápida: cinco dias depois de ter entrado na lista de espera, recebeu o fígado novo.

Quase três anos depois, Janyne Luna continua a deixar avisos: “Não existe fórmula milagrosa para emagrecimento. As substâncias ditas naturais não são inofensivas à saúde. Não é porque uma pessoa tomou e não sentiu nada, que vai acontecer o mesmo contigo”.

Não se auto-mediquem. Não sabes o que podes estar a fazer com o teu corpo”, acrescentou a basquetebolista.

Agora, Janyne está “satisfeita” com o seu corpo. Incluindo a nova cicatriz.

  Nuno Teixeira da Silva, ZAP //

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