João Loureiro era um dos passageiros do avião com 500 quilos de cocaína

Boavista Futebol Clube / Facebook

João Loureiro, ex-presidente do Boavista

O ex-presidente do Boavista era um dos passageiros que estava na lista para viajar no jato privado onde, na semana passada, foram apreendidos 500 quilos de cocaína.

Na semana passada, a Polícia Federal brasileira apreendeu meia tonelada de cocaína escondida num avião particular que pretendia voar de Salvador para o aeródromo de Tires, em Cascais, depois de o piloto ter comunicado problemas nos comandos de voo da aeronave.

Entre os passageiros estava o advogado e ex-presidente do Boavista João Loureiro. O português confirmou à agência Lusa que ia regressar do Brasil para Portugal nesse jato privado, mas que desistiu de o fazer antes desta apreensão, sendo “alheio” à situação.

“Ia regressar a Portugal nesse voo junto com vários outros passageiros, mas já tinha desistido de o fazer” antes de o assunto ser espoletado, afirmou o jurista.

João Loureiro referiu que, na altura da operação policial que culminou na apreensão da droga e que aconteceu em Salvador, já estava em São Paulo. “E acredito que talvez o tenha sido devido ao meu pedido para que houvesse uma inspeção rigorosa ao avião”, sublinhou.

Dizendo-se “completamente alheio” ao que se passou, o ex-presidente do Boavista vincou que fez questão de, por “mote próprio”, falar com as autoridades brasileiras na qualidade de testemunha, antes de regressar ao seu país.

João Loureiro confessou estar “tranquilo” desde então e, por respeito às autoridades brasileiras e pelo segredo de justiça do processo, não prestará mais declarações públicas. “Aproveito ainda para agradecer profundamente as muitas mensagens de solidariedade que me têm chegado de Portugal”, concluiu.

Esta sexta-feira, a Polícia Federal disse à agência Lusa que nenhum passageiro ou tripulante da aeronave foi detido e que estão todos autorizados a sair do país. “Foram ouvidos até agora apenas a tripulação, os pilotos e hospedeira, e o pessoal do hangar do aeroporto”, disse a assessoria de comunicação desta polícia em Salvador.

“Alguns passageiros já voltaram para a Europa e outros serão ouvidos hoje. Nenhuma pessoa foi presa”, acrescentou.

Questionada sobre o caso e quais os suspeitos, as autoridades brasileiras limitaram-se a referir que “os factos ainda estão a ser analisados” e que não querem dar mais detalhes para “não comprometer as investigações”.

Já o Embaixador de Portugal no Brasil, Luís Faro Ramos, disse à Lusa que “o assunto está em investigação pelas autoridades policiais brasileiras” e que a Embaixada de Portugal em Brasília não foi contactada pela polícia local.

Questionado se algum passageiro do voo procurou as autoridades portuguesas para pedir apoio, o diplomata explicou, sem dar maiores detalhes, que o piloto da aeronave contactou o Consulado de Portugal em Salvador.

“A única pessoa relacionada com este voo que contactou o Consulado, logo na altura, foi o comandante do avião, que pediu uma informação que lhe foi prestada. É o que eu posso dizer sobre o assunto. Tudo o resto está a ser objeto de averiguações das autoridades policiais aqui do Brasil”, concluiu.

Dois dias depois da apreensão de droga, a administração da empresa portuguesa OMNI Aviação e Tecnologia explicou, em comunicado enviado à Lusa, ter sido contratada para fazer um voo executivo, com saída de Portugal e destino ao Brasil e, subsequente, regresso a Portugal poucos dias depois.

Na nota de imprensa, a empresa esclareceu ainda que a informação de que dispunha era de que os passageiros, um cidadão português e um espanhol, viajavam por motivos profissionais, tendo o voo ocorrido a 27 de janeiro, depois de inicialmente previsto para 26.

“Sucede que, quando o voo saiu de Cascais ainda não havia a informação/publicação do Despacho nº 1125-D/2021, de 27 de janeiro, através do qual se procedia à suspensão de voos de e para o Brasil”, informou.

Posteriormente, e tendo tomado conhecimento do despacho que punha em causa a autorização para o voo de regresso a 01 de fevereiro, a OMNI Aviação foi notificada para fazer novo pedido de autorização, mas como “voo de repatriamento”.

Contudo, o Ministério dos Negócios Estrangeiros recusou este pedido, a 8 de fevereiro, um dia antes da apreensão da droga, por o voo não cumprir os requisitos de um “voo de repatriamento”, aclarou a empresa.

ZAP // Lusa

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