Jerónimo avisa para perigo que Marcelo representa

Tiago Petinga / Lusa

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa

O secretário-geral do PCP congratulou-se com a indigitação do homólogo socialista, António Costa, para primeiro-ministro, “50 dias depois” e alertou para perigo de eleição do candidato presidencial da direita, Marcelo Rebelo de Sousa.

Em declaração no Parlamento, Jerónimo de Sousa voltou a acusar o Presidente da República, Cavaco Silva, de tentar “impedir e dificultar a concretização de uma solução governativa de acordo com a nova relação de forças políticas na Assembleia da República”.

“Cinquenta dias depois, Cavaco Silva indigita António Costa como primeiro-ministro e põe termo à crise que ele próprio criou, em desrespeito da vontade da Assembleia da República e dos deveres constitucionais. Fá-lo, e é preciso sublinhá-lo, não escondendo, quer pelos pressupostos, quer pelos termos em que o faz, a sua manifesta contrariedade perante uma solução que, até ao último momento, tentou impedir”, afirmou.

O líder comunista aproveitou ainda para se referir ao tema das eleições presidenciais de 24 de janeiro, apelando a “trabalhadores e povo, democratas e patriotas, todos quantos querem assegurar o direito a um Portugal soberano” para continuarem “sua intervenção e luta”.

“Um objetivo inseparável também da contribuição a que serão chamados para assegurar que, nas eleições para Presidente da República, se impeça que seja continuado o percurso de comprometimento com a política de direita e de confronto com a Constituição da República que PSD e CDS já preparam, com o apoio do seu candidato”, concluiu.

O apoio ao candidato presidencial e antigo presidente social-democrata Marcelo Rebelo de Sousa foi admitido para breve pelo ainda primeiro-ministro da coligação PSD/CDS-PP, Passos Coelho, em recente entrevista televisiva.

Marcelo defende equilíbrio na vida política, sem “vingança”

O candidato presidencial Marcelo Rebelo de Sousa afirmou, em Tomar, que o grande desafio do momento é que haja equilíbrio na vida política portuguesa, “sem revanchismo, sem vingança“.

Marcelo Rebelo de Sousa falava aos jornalistas no final de uma intervenção à porta fechada no Conselho de Presidentes da Confederação dos Agricultores de Portugal, que decorre num hotel em Tomar, no distrito de Santarém, no âmbito das comemorações dos 40 anos da entidade.

Referindo a data que hoje se assinala, o 25 de Novembro de 1975, que pôs termo ao Processo Revolucionário em Curso (PREC), o candidato presidencial sublinhou que os acontecimentos daquele dia não foram “uma segunda volta do 25 de Abril” de 1974, mas “o completar do 25 de Abril”.

“Foi o triunfo do equilíbrio sem vingança, sem revanchismo. Eu penso que esse é o grande desafio do momento presente. É o equilíbrio da vida política portuguesa para que todos os portugueses se sintam representados no poder sem segunda volta, sem revanchismo, sem vingança. É a atual situação de alguma maneira muito semelhante aquilo que se vivia há 40 anos”, afirmou.

Questionado sobre a declaração do PSD, de que não irá apoiar o Governo de António Costa caso venha a ser necessário, Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou a mensagem de que é importante que no momento atual se repita “o triunfo de uma democracia em que cabem todos, inclusiva, mas equilibrada, em que todos estão presentes no poder”.

“Esta é uma mensagem que é fundamental e aqui, numa reunião da CAP, 40 anos depois, temos de saber perceber a lição do 25 de Novembro, que é de equilíbrio, sem vingança. O 25 de Novembro não foi a segunda volta do 25 de Abril, foi o triunfo de uma democracia em que cabem todos, inclusiva, mas equilibrada, em que todos estão presentes no poder. Foi assim naquela altura, é bom que seja neste momento a mesma coisa”, frisou.

Marcelo Rebelo de Sousa escusou-se a comentar a composição do Governo liderado por António Costa, afirmando que, se vier a ser Presidente da República, irá conviver com esse Governo.

“Se for essa a vontade dos portugueses, e vier a ser Presidente da República daqui a três meses, não formulo a minha opinião sobre o Governo com o qual vou ter de conviver”, disse.

Questionado sobre se, caso seja eleito, tem o trabalho facilitado com a indigitação do Governo, Marcelo insistiu que o Presidente da República tem que ser “um fator de equilíbrio, sem vingança” e os portugueses têm que se sentir “todos representados”.

/Lusa

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