Já há rascunho do acordo da COP25 (mas nada está ainda totalmente fechado)

Esta segunda-feira arranca a semana decisiva, depois de uma semana de trabalho técnico ara definir as linhas que vão dar origem ao documento final da 25.ª Convenção das Partes (COP25) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas.

O primeiro rascunho das ideias que vão constar do documento final está feito, mas nada está totalmente fechado. Entre os “possíveis elementos” a integrar no documento das conclusões da COP25, relativo ao Acordo de Paris, aparece à cabeça “receber com satisfação a conclusão do programa do Acordo de Paris (Artigo 6)“.

Segundo o Público, um dos objetivos desta cimeira era conseguir uma regulamentação global para os mercados que, neste momento, funcionam com regras muito diferentes, consoante os locais onde são desenvolvidos. No entanto, ainda não é certo que se consiga um consenso que permita elaborar um documento final.

O Politico revelou, este sábado, que a União Europeia não aceitará um acordo sobre o Artigo 6 que não preveja o corte de emissões ou que ameace a integridade ambiental.

O matutino explica que o mercado de carbono permite que os países com mais emissões de gases com efeito de estufa comprem créditos de emissão junto de países menos poluidores, através, por exemplo, do desenvolvimento de projetos verdes nesses locais.

A dupla contagem – em que tanto o comprador como o vendedor podem descontar o valor do negócio do total das emissões que emitem – é um dos problemas difíceis de ultrapassar, com países como o Brasil a defender essa possibilidade e blocos como a União Europeia a dizerem que não o permitirão.

Neste último dia de negociações ainda não está claro se o Acordo de Paris verá o último ponto ainda por regularizar concluído.

O rascunho para o documento final da COP25 inclui um apelo à “atualização ambiciosa” das contribuições nacionais determinadas (NDC, na sigla inglesa) em 2020 e insiste para que esse seja também o ano em que as partes apresentem as suas estratégias a longo prazo para redução de GEE.

O Público destaca ainda que os possíveis elementos a incluir nas conclusões gerais pretendem destacar “a importância do multilateralismo”, insistir na “urgência da ação climática” e estabelecer que a implementação de ações relacionadas com as alterações climáticas têm de ter em conta as dimensões “sociais e económicas”, ao mesmo tempo que garantem que os objetivos de sustentabilidade apresentados pelas partes estão interligados com a erradicação da pobreza.

Se seguir as linhas definidas nesta primeira versão, o documento final deverá também ter uma referência ao facto de a Ciência ser o motor por trás das respostas que procuramos.

ZAP //

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