Índia em confinamento até 3 de maio. Na China, há 89 novos casos, 86 importados

Os 1,3 mil milhões de indianos vão continuar confinados até 03 de maio, anunciou esta terça-feira o primeiro-ministro, Narendra Modi, quando a Índia regista mais de dez mil casos e 339 mortos devido à covid-19. Enquanto isso, a China regista 89 novos casos de contágio.

“Todos sugeriram que o confinamento devia ser estendido e em alguns estados já o fizeram. Decidimos estender o confinamento até 03 de maio”, afirmou Modi num discurso transmitido pela televisão no dia em que deviam terminar as restrições impostas a 25 de março no país, avançou a agência Lusa.

Já na China foram registados 89 novos casos de infeção nas últimas 24 horas, incluindo três de contágio local na província de Guangdong, adjacente a Macau, informou esta terça-feria a Comissão de Saúde do país. Os restantes 86 são importados do exterior.

No final do mês passado, as autoridades chinesas baniram a entrada de estrangeiros no país, mas muitos chineses radicados no exterior estão a voltar ao país, à medida que a doença alastra pelo resto do mundo, pelo que a China passou a contar com centenas de casos importados.

Até às 00:00 desta terça-feira (17:00 de segunda-feira em Lisboa), as autoridades chinesas não registaram novas mortes devido à covid-19, o terceiro dia desde o início da epidemia, em dezembro passado, sem vítimas mortais.

Segundo a Comissão de Saúde chinesa, 75 pacientes receberam alta após terem superado a doença, nas últimas 24 horas, mas devido às 89 novas infeções registadas, o número total de infetados “ativos” no país asiático aumentou para 1.170, no terceiro dia consecutivo de inversão de tendência de descida.

O número total de infetados diagnosticados na China desde o início da pandemia é de 82.249, entre os quais 3.341 pessoas morreram e, até ao momento, 77.738 pessoas tiveram alta, acrescentou a mesma fonte.

As autoridades chinesas referiram que 720.544 pessoas em contacto próximo com infetados estiveram sob vigilância, entre as quais 8.612 permanecem sob observação.

Franck Robichon / EPA

Em Espanha, o número de mortes provocadas pela pandemia voltou a subir esta terça-feira. Mais 567 pessoas morreram, fazendo um total de 18.056. O país regista 3.045 novos casos nas últimas 24 horas. Um aumento de 1,8% em relação ao total de casos de segunda-feira, a percentagem mais baixa desde o começo da crise sanitária no país.

De acordo com as autoridades sanitárias espanholas, o país regista agora 172.541 infetados, 18.056 mortes e 67.504 recuperados.

Brasil: 105 mortos e 1.261 infetados nas últimas 24 horas

O Brasil contabilizou 105 mortes e 1.261 novos casos de infeção nas últimas 24 horas, totalizando 1.328 óbitos e 23.430 infetados desde o início da pandemia, informou o executivo no fim do dia de segunda-feira.

Face ao dia anterior, quando ocorreram 99 mortes, deu-se um aumento diário de 9%. Quanto aos infetados, a subida foi de 6% relativamente a domingo, quando se registaram 1.442 novos infetados. A taxa de letalidade do novo coronavírus no país subiu para 5,7%.

São Paulo continua a ser o estado brasileiro com maior número de casos confirmados, registando 608 mortos e 8.895 pessoas infetadas, seguindo-se o Rio de Janeiro, com 188 vítimas mortais e 3.231 casos confirmados. A terceira unidade federativa com mais casos é o Ceará, que teve, até ao momento, 91 óbitos e 1.800 casos de infeção.

No lado oposto, Tocantins, localizado na região norte do país, permanece como o único estado sem registo de vítimas mortais e também o estado com menos infetados (26 casos confirmados). As restantes 26 das 27 unidades possuem óbitos associados à infeção.

Contudo, é o estado de Amazonas que mais preocupa o Ministério da Saúde, com 303 casos de covid-19 por cada um milhão habitantes, quase o triplo da incidência nacional do Brasil, que está fixada em 111 casos.

Atualmente, seis unidades federativas do Brasil (Amazonas, Amapá, Ceará, São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal) têm uma incidência de 50% acima da média nacional.

Face ao deficitário sistema de Saúde do Amazonas, o Governo brasileiro anunciou na segunda-feira que Manaus, capital deste estado, irá receber recursos financeiros para a abertura de 350 novas camas e a construção de um hospital de campanha, dedicado à população indígena. Ainda em Manaus, um hospital privado que estava fechado será reaberto e colocado à disposição do sistema público de saúde.

Valter Campanato / ABr

Ministra de Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves

Numa conferência de imprensa na segunda-feira, a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, anunciou que o executivo irá destinar 4,7 mil milhões de reais (830 milhões de euros) em diversas ações de proteção aos povos tradicionais, como indígenas, quilombolas (descendentes de negros que fugiram da escravidão) e ciganos.

O valor total será investido até ao próximo mês de junho e será dividido entre distribuição de verbas para famílias carenciadas, ações de prevenção e atendimento à Saúde, assim como distribuição de cestas básicas de alimentos e produtos de higiene.

O ministro da Justiça do Brasil, Sergio Moro, que também participou na conferência de imprensa, confirmou os primeiros três casos de covid-19 em prisões, mais concretamente no Pará, Ceará e Distrito Federal.

Apesar dos casos, Moro indicou que “a situação se encontra, ainda, absolutamente sob controlo” e a tutela continuará a “tomar os cuidados necessários para que, caso sejam identificados mais presos com sintomas ou positivos à infeção, eles sejam devidamente isolados”. Após as declarações do ministro, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal informou que 20 agentes e 23 detidos testaram positivo para o coronavírus.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se pelo mundo, levando a Organização Mundial da Saúde a declarar uma pandemia. A covid-19 já causou mais de 118 mil mortos e infetou quase 1,9 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Os Estados Unidos (EUA) são o país que regista o maior número de mortes (23.529) e de infetados (mais de 570 mil).

O continente europeu, com mais de 962 mil infetados e cerca de 80 mil mortos, é o que regista o maior número de casos, e a Itália é o segundo país do mundo com mais vítimas mortais, contando 20.465 óbitos e mais de 159 mil casos confirmados.

Além dos EUA, Itália e Espanha, os países mais afetados são França, com 14.967 mortos (mais de 137 mil casos), Reino Unido, com 11.329 mortos (88 mil casos), Irão, com 4.585 mortos (73 mil casos), China, com 3.339 mortos (82 mil casos), e Alemanha, com 2.799 mortes (123 mil casos).

Em África, há registo de 793 mortos num universo de mais de 14 mil casos em 52 países.

Lusa //

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