Índia cancela missão à Lua uma hora antes do lançamento

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Marshall Space Flight Center / NASA

A missão Chandrayaan-2 à Lua — a segunda projetada pela Índia — foi cancelada menos de uma hora antes do horário previsto de lançamento, este domingo.

A missão estava planeada para as 22h21 de Lisboa, 2h51 de segunda-feira na base de Sriharikota, no estado de Andhra Pradesh.

De acordo com o porta-voz da Organização de Investigação Espacial da Índia (IRSO), citado pela agência Associated Press, foi detetado um “problema técnico” no sistema do veículo de lançamento, de 640 toneladas. A mesma fonte referiu que será anunciada em breve uma nova data para lançamento da missão à Lua.

A nave não tripulada Chandrayaan-2 deveria alunar em 6 ou 7 de setembro, depois de permanecer na órbita da Lua. A nave indiana, com 3,8 toneladas, integra um robô que irá explorar a superfície lunar e que, durante a sua vida útil, irá percorrer 500 metros, assim como um módulo que estará em órbita durante um ano.

Depois da Chandrayaan-2, a Índia pretende tornar-se no quarto o país a enviar humanos ao espaço, missão que pretende realizar até 2022.

Os EUA, que assinalam este ano o 50.º aniversário da missão que levou Neil Armstrong e Buzz Aldrin à Lua, estão a preparar uma nave espacial tripulada que deverá ser enviada ao polo sul da superfície lunar até 2024.

A primeira missão da Índia à Lua foi realizada em 2008 e, entre 2013 e 2014, o país colocou um satélite em órbita ao redor de Marte, tendo esta sido a sua primeira missão interplanetária.

O primeiro-ministro da India, Narendra Modi, disse que o país demonstrou a sua capacidade como potência espacial quando testou com sucesso uma arma antissatélite, em março passado, estando ao nível dos Estados Unidos, da Rússia e da China.

Num país em que 1,3 mil milhões de pessoas são pobres e que tem uma das maiores taxas de mortalidade infantil, há quem questione os mais de 125 milhões de euros que custa Chandrayaan-2.

  ZAP // Lusa

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