Incêndio na Sertã tem três frentes ativas e mobiliza mais de 700 bombeiros

Nuno André Ferreira / Lusa

Bombeiros tentam combater o fogo em São Pedro do Sul, Viseu

O incêndio na Sertã, no distrito de Castelo Branco, é o único ativo a preocupar as autoridades, mas tem três frentes ativas e está a ser combatido por 731 bombeiros, apoiados por 234 veículos e nove meios aéreos. O vento continua a dificultar as operações.

De acordo com a comandante da Proteção Civil, Patrícia Gaspar, não existem, atualmente, vias cortadas. Apesar de as autoridades não terem “indicação de situações criticas em curso”, esperam-se condições meteorológicas “desfavoráveis para o combate ao incêndio”, sobretudo devido ao vento.

Tendo isso em conta, foi decidido manter todo o dispositivo no terreno, mesmo nos incêndios já dominados, como o de Gavião, em Portalegre, e o de Vila Flor, em Bragança.

Patrícia Gaspar esclareceu ainda, segundo o Observador, que, durante a noite passada, foi necessário garantir a proteção de várias aldeias junto ao incêndio da Sertã. Dez pessoas foram deslocadas, durante o fim-de-semana, mas a maioria já regressou a casa.

O vento forte que se fez sentir ontem no terreno, e que dificultou o combate aos incêndios, deverá continuar esta segunda-feira. No domingo, o vento foi “entre moderado e forte” e as rajadas de vento “chegaram a atingir os 65 km/h”.

Por prevenção há um dispositivo do INEM – Instituto Nacional de Emergência Médica – no Centro de Meios Aéreos em Proença-a-Nova, constituído por uma viatura médica, uma viatura de suporte imediato de vida (SIV) e quatro ambulâncias.

De acordo com a mesma fonte, foram acionados acordos com seis pelotões militares para operações de rescaldo e vigilância após incêndio, para evitar eventuais reacendimentos.

Em todo o território existem, nesta segunda-feira, 17 incêndios ativos que estão a ser combatidos por 1.765 operacionais, 537 viaturas e 14 meios aéreos. Os distritos que mobilizam mais meios são os de Castelo Branco, Coimbra e Portalegre. Nestes três distritos, estão mobilizados 1 659 operacionais.

Questionada sobre o número de mortos no incêndio em Pedrógão Grande, Patrícia Gaspar voltou a reforçar – tal como a Proteção Civil já o tinha feito durante o fim de semana – que se contabilizam 64 mortos. Este número, acrescentou, foi apurado pelas entidades competentes, nomeadamente os Ministérios da Saúde e da Justiça, e de acordo com “critérios definidos” – são vítimas que morreram com queimaduras e por inalação de fumo.

ZAP // Lusa

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4 COMENTÁRIOS

  1. Ano de incêndios, há a quem lhe interesse andar a incendiar o país.
    Ha ou não atentados terroristas em Portugal?
    Mas os terroristas são de cá…

  2. Há uma ano a conversa era a mesma. As notícias a darem conta que as investigações da pj eram bloqueadas a partir de um certo nível para cima… não se podia investigar mais. Este ano melhoraram o esquema a encontrarem culpados imateriais em meia-dúzia de horas ou menos.
    Só as populações a organizarem-se, vigiando em vez de vereanear, podem fazer alguma diferença. A ideia de que existem “entidades reponsáveis” pelas coisas além de daninha é perigosa. Náo existe “papá” que toma conta. Ou tu tomas conta ou ficas sem as coisas. É tristemente simples.

  3. Se o Governo e a ANPC apostassem nos radios macanudos (CB) e PMR, nada disto teria acontecido.

    A minha associacao teria assumido o comando destes meios e todos teriam comunicacoes.
    Mais recentemente referi a alguns lideres parlamentares que o meios aereos deveriam ser entregues a associacoes privadas e nao empresas.

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