Imunoterapia mostra-se capaz de persuadir o corpo a eliminar a leucemia

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Doentes tratados com imunoterapia apresentaram remissão de longo prazo

Doentes tratados com imunoterapia apresentaram remissão de longo prazo

Um estudo desenvolvido na Pensilvânia, Estados Unidos, mostrou que a imunoterapia, que consiste em programar o corpo para eliminar o cancro, se revelou eficaz a longo prazo no combate à leucemia linfóide crónica, LLC.

O tratamento poderá vir a revolucionar a oncologia ao substituir a quimioterapia, causadora de muitos efeitos colaterais.

A terapia tem como base as células do sistema imunitário dos próprios doentes. Estas foram programadas de modo a persuadir o corpo a limpar aquela forma de leucemia.

O Abramson Cancer Center da Universidade da Pensilvânia e a Perelman School of Medicine desenvolveram o tratamento – conhecido como CTL019 – e já deram a conhecer os resultados do estudo efectuado para comprovar a sua eficácia.

A pesquisa envolveu 14 adultos doentes. Segundo os resultados obtidos, publicados na revista Science Tradicional Medicine, quatro dos doentes apresentaram remissão de longo prazo e outros quatro deram uma resposta parcial ao tratamento.

Dentro do grupo de quatro pacientes em remitência de longo prazo, o primeiro submetido à terapia está livre de cancro há cinco anos e outros dois não apresentam recaídas há quatro.

O quarto doente encontrava-se em remissão há quase dois anos – embora tenha morrido devido a uma infecção pós-operatória, sem qualquer relação com a leucemia.

Em relação ao grupo de quatro doentes cuja resposta à terapia foi parcial, o cancro voltou a reaparecer após um período de sete meses.

A imunoterapia é conseguida através da recolha das chamadas células T – presentes no sistema imunitário dos pacientes – e da sua reprogramação para matar o cancro.

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Há quem diga que o trabalho de Carl H. June em imunoterapia lhe deveria valer o Nobel da Medicina

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O alvo dessas células – modificadas para conter uma proteína conhecida como um recetor quimérico antigénico (CAR) – é a proteína CD19, encontrada na superfície de células B cancerígenas.

Depois das células imunes serem recolhidas e modificadas, o sistema imunitário do paciente terá de ser limpo com recurso à quimioterapia, antes de receber as novas células imunes.

Normalmente, não seria necessário recorrer a este processo, já que o sistema imunitário tenta atacar o cancro.

No entanto, o tumor acaba por iludir as defesas do organismo.

Carl June, professor de imunoterapia na Universidade da Pensilvânia e principal autor do estudo, explica que “os nossos testes com pacientes que viveram remissões completas mostraram que as células modificadas permanecem no corpo durante anos após as infusões, com nenhum sinal de células cancerígenas ou linfócitos B”.

“Isto sugere que pelo menos algumas das células CTL019 retêm as habilidades de caçarem células cancerígenas”, acrescenta June.

O tratamento é visto como “revolucionário” por Jacqueline Barrientos, oncologista do North Shore-LIJ Cancer Institute, por ter a capacidade de eliminar a LLC durante anos.

Outros especialistas dizem que Carl June deve receber o prémio Nobel por dar início à possível vanguarda da imunoterapia.

No entanto, as restantes seis das 14 pessoas do grupo não responderam ao tratamento, porque as células modificadas não se propagaram pelo seu corpo da mesma forma verificada nos doentes em remissão de longo prazo.

Os investigadores estão a tentar descobrir o motivo para tal.

Ciência Hoje

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