Implantadas pela primeira vez com sucesso vaginas produzidas em laboratório

DR Instituto de Medicina Regenerativa de Wake Forest

Molde da vagina implantada em laboratório

Molde da vagina implantada em laboratório pela equipa  do Instituto de Medicina Regenerativa de Wake Forest

Pela primeira vez, investigadores produzem vaginas humanas em laboratório e implantam-nas, com sucesso, em quatro mulheres que nasceram com uma doença rara. O procedimento permitiu que o corpo destas mulheres funcionasse normalmente.

Os órgãos femininos foram desenvolvidos por cientistas do Instituto de Medicina Regenerativa de Wake Forest, através de células dos orgãos genitais de cada paciente. As mulheres em causa nasceram com síndrome de Mayer-Rokitansky-Küster-Hauser, uma doença rara que consiste num desenvolvimento deficiente do aparelho reprodutor feminino.

As características variam dependendo do caso, mas passam pela ausência total ou parcial da vagina, do útero e do colo do útero.

Na pesquisa, as pacientes eram adolescentes à altura das cirurgias – com idades entre os 13 e os 18 anos -, que decorreram entre 2005 e 2008.

Passados cinco ou mais anos, durante o acompanhamento posterior ao transplante, as quatro mulheres referiram ter uma vagina a funcionar normalmente e mostravam-se, inclusivamente, satisfeitas com a sua vida sexual.

Cada vagina foi cultivada em laboratório através de células epiteliais, retiradas pelos cientistas do músculo da parte externa da vagina.

As células foram depois colocadas num tecido biológico sem células que serviu como molde, com o tamanho e formato adaptado a cada uma das jovens.

Durante a cirurgia, foi criado o canal vaginal e implantada a vagina. Com o passar do tempo, o sistema nervoso e os vasos sanguíneos penetraram na nova camada de células até ao fim do processo, no qual o molde é absorvido pelo corpo, pode ler-se no estudo, publicado pelo The Lancet.

Para além do facto de isto ser incrível para as quatro mulheres submetidas à experiência, representa uma enorme vitória para a medicina regenerativa.

Anthony Atala, que colaborou com a equipa, afirma que isto pode ajudar, e muito, pessoas que nascem com doenças ou que, por outros motivos, necessitem de um novo órgão.

«Este estudo piloto é o primeiro a demonstrar que os órgãos vaginais podem ser construídos em laboratório e utilizado com sucesso em seres humanos», refere Atala em comunicado.

«Isto pode representar uma nova opção para os pacientes que necessitam de cirurgias reconstrutivas vaginais. Para além disso, é mais um exemplo de como as estratégias da medicina regenerativa podem ser aplicadas a uma variedade de tecidos e órgãos», conclui.

CG, ZAP

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