Reveladas imagens de tesouro bilionário do “Santo Graal dos naufrágios”

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A Marinha da Colômbia divulgou, esta quarta-feira, imagens inéditas do lendário galeão San José, que naufragou e esteve desaparecido no fundo do mar durante três séculos.

A embarcação, de 64 canhões e três mastros, fazia parte da frota da coroa espanhola durante a Guerra da Sucessão.

O San José foi construído em 1698 e afundou em batalha na costa de Cartagena, na Colômbia, em 1708, carregado de ouro, prata e esmeraldas. Segundo a BBC, o tesouro tem um valor de cerca de 17 mil milhões de dólares. Muitos referem-se ao San José como o “Santo Graal dos naufrágios”.

O galeão foi descoberto em 2015 e, cinco anos depois, a Colômbia declarou-o como bem cultural indivisível da nação, reclamando a totalidade dos tesouros transportados pela embarcação.

As novas fotografias foram reveladas depois de dois novos naufrágios históricos terem sido encontrados na mesma zona.

“Temos duas outras descobertas na mesma área, que mostram outras linhas para a exploração arqueológica”, disse o almirante Gabriel Pérez, o comandante da Marinha colombiana. “O trabalho está apenas a começar”.

As imagens mostram lingotes e moedas de ouro, canhões feitos em Sevilha em 1655 e um serviço de louça chinesa intacto. Os investigadores estão agora a trabalhar para descobrir as origens dos pratos através das inscrições visíveis.

As fotografias foram divulgadas pelo próprio presidente da Colômbia, Iván Duque. Segundo o líder colombiano, uma das embarcações é do período colonial e outra é da fase republicana do país.

“São descobertas importantes que garantem a proteção do galeão San José enquanto avançam no que seria um futuro processo de extração, mantendo a unificação como Património da Humanidade sob nossa custódia soberana”, disse Duque.

A localização do naufrágio está classificada como segredo de Estado pelo governo colombiano para proteger o San José dos caçadores de tesouros. Sabe-se que as fotografias foram tiradas a mais de 950 metros de profundidade.

O galeão San José está no centro de uma longa disputa legal, que se arrasta desde que foi descoberto em 2015. Esta é a razão pela qual este tesouro bilionário ainda está no fundo do mar tantos anos depois.

A Espanha reivindica o seu direito ao naufrágio, já que o galeão pertencia à marinha espanhola quando foi afundado. Por sua vez, a Colômbia defende que o navio se encontra dentro das suas águas territoriais e foi descoberto pela Marinha do país.

Além disso, um grupo de investidores dos Estados Unidos, que participou na descoberta em 2015, alega que o governo do então presidente Juan Manuel Santos tinha prometido dar parte do tesouro como pagamento pelo serviço.

  Daniel Costa, ZAP //

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