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Hospital da Cruz Vermelha acusa Francisco George de pôr em risco sobrevivência da unidade

Arno Mikkor / Wikimedia

Presidente da Cruz Vermelha, Francisco George

Clínicos do Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa (HCVP) acusam Francisco George de estar a colocar em risco “a sobrevivência clínica e económica” daquela unidade de saúde de Lisboa.

Mais de 50 clínicos do Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa (HCVP) escreveram uma carta com queixas contra Francisco George, presidente da Cruz Vermelha e do Conselho de Administração do HCV. A missiva foi enviada ao Presidente da República, ao Presidente da Assembleia e ao primeiro-ministro.

Francisco George é acusado de “pôr em risco a sobrevivência clínica e económica do hospital”, que “entrou num processo de ruína económica e financeira”. “Manter no cargo o Dr. Francisco George é o caminho mais direto para a falência do Hospital a curto prazo.”

O braço de ferro entre o hospital e o presidente do Conselho de Administração já dura há algumas semanas. Em causa está o facto de, “logo no início da pandemia”, o HCVP ter oferecido “os seus préstimos ao SNS como ‘hospital Covid’”.

A decisão terá sido tomada numa reunião que contou com a presença de Francisco George. “Fomos [depois] surpreendidos pelas declarações do mesmo Dr. Francisco George, na comunicação social, sem termos sido novamente ouvidos”, referem os profissionais na carta, adiantando que o antigo Diretor-Geral de Saúde terá declarado “que o HCVP passaria a ser dedicado ao tratamento exclusivo de doentes Covid”.

Segundo o Público, a missiva refere ainda que “o número de camas oferecido publicamente (110 de internamento e 17 de cuidados intensivos) não corresponde à realidade existente” e essa será uma das razões da contestação e um dos argumentos para considerarem “este comportamento do Dr. Francisco George suicidário”.

Os profissionais apontam ainda que não há trabalhadores suficientes para assumir o funcionamento de 17 camas de cuidados intensivos.

Ao diário, Francisco George garante que, apesar de “estar a trabalhar de manhã à noite no hospital”, o corpo clínico ainda não lhe formalizou diretamente qualquer queixa.

  ZAP //

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