Guardiola não quer saber dos castigos (e vai usar “sempre” o laço amarelo)

Neil Hall / EPA

O ex-jogador catalão Pep Guardiola, atual treinador do Manchester City

A Federação Inglesa de Futebol abriu um procedimento disciplinar contra o treinador do Manchester City por ostentar um laço amarelo nos jogos. O técnico já disse que não se importa de ser punido e garante que vai continuar a usar o símbolo político em defesa dos separatistas catalães que continuam detidos.

A Federação Inglesa de Futebol (FA) anunciou, na passada sexta-feira, a abertura de um procedimento disciplinar contra o treinador do Manchester City, Pep Guardiola, por ter comparecido nos jogos com um símbolo político catalão.

Desde o final do ano passado, o treinador de origem catalã tem comparecido nas partidas da sua equipa e nas conferências de imprensa com um laço amarelo na lapela, simbolizando o seu apoio aos políticos catalães pró-independência que continuam detidos.

Em comunicado, a FA sublinhou que a utilização deste símbolo político colide com o seu regulamento, tendo dado a Guardiola até 5 de março, às 18h00, para se explicar.

O treinador conquistou, este domingo, o seu primeiro troféu enquanto treinador do Manchester City, na final da Carabao Cup, e voltou a usar o dito laço. Em declarações aos jornalistas, no final da partida, o técnico diz que a federação já conhece a sua posição.

“Eles sabem que vou usar o laço amarelo sempre. Posso usá-lo noutros sítios. A UEFA tem outra opinião. Diz que se pode usar o que se quiser desde que seja com respeito. Aqui, em Inglaterra, aparentemente, é diferente”, afirmou, citado pelo The Guardian.

“Tenho empatia por pessoas que não têm liberdade. Aquelas pessoas em Espanha que estão presas, não foram provadas culpados. Qualquer um pode estar naquela situação. Antes de ser um treinador de futebol eu sou um ser humano e isto é pela Humanidade“.

De acordo com o Observador, os próprios adeptos dos ‘Citizens’ mostraram a sua total solidariedade para com o treinador, com cerca de seis mil pessoas a envergarem o laço amarelo nas bancadas.

Em dezembro, o treinador natural de Santpedor, na Catalunha, já tinha explicado que passou a utilizar o laço amarelo em protesto por detenções que considera “injustas”.

“Se me quiserem suspender por isso, ok”, acrescentou, reagindo a um comentário feito então pelo treinador português do Manchester United, José Mourinho, para quem o seu homólogo não deveria ser autorizado a comparecer com aquele símbolo político.

“Se as regras autorizassem a fazê-lo, nesse caso seria livre de o fazer. Mas não creio que as regras permitam mensagens políticas no terreno de jogo”, disse o ‘Special One’.

Oriol Junqueras, ex-presidente do Governo regional, Jordi Sanchez, ex-presidente de uma associação cívica pró-independência que agora é deputado regional, e Jordi Cuixart, presidente de outra associação cívica independentista, são os três separatistas em questão.

ZAP // Lusa

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