GNR deixa de fazer segurança a casa de MAI depois de polémica com cão

Tiago Petinga / Lusa

O Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, fala à imprensa

O Ministro da Administração Interna exigiu que os guardas da GNR, destacados para proteger a sua casa, ficassem no exterior porque o cão não parava de ladrar. Na tarde de sábado, a GNR suspendeu a segurança à propriedade.

De acordo com o Correio da Manhã, a vigilância à casa de Eduardo Cabrita, Ministro da Administração Interna, foi suspensa pela GNR, depois de esta autoridade se ter queixado de ficar na rua porque o cão não parava de ladrar.

A segurança na propriedade localizada em Casal da Charneca, em Santarém, foi desmobilizada por ordens superiores.

A medida foi tomada depois da polémica que envolveu o cão de Eduardo Cabrita. Alegadamente, a presença dos militares causava agitação no animal, o que levou o governante a determinar que os guardas ficassem do lado de fora do muro.

Além disso, os guardas queixaram-se ainda de ser forçados a deslocarem-se à coletividade mais próxima da vivenda, uma vez que não tinham forma de ir à casa de banho.

De acordo com o presidente da APG/GNR, César Nogueira, os militares já têm acesso a uma pequena casa de banho junto à piscina do ministro, mas continuam “sem local para fazer uma refeição”.

O guardas defendem que o ministro deveria ter criado condições para o mínimo conforto e, apesar de entenderem que o cão ladre a estranhos, a situação não deveria ter impedido que sejam dadas as mínimas condições para os militares cumprirem o seu trabalho.

A decisão é justificada, no entanto, por via oficial com o facto de Eduarda Cabrita, casado com a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, “mudar de casa nesta altura do ano, deixando a GNR de efectuar esse serviço de segurança”.

Os dois ministros passarão, então, a viver numa casa que fica na área da PSP.

A vigilância da habitação de Eduardo Cabrita foi determinada depois de uma avaliação de risco quando assumiu o cargo de ministro da Administração Interna e é obrigatória, aponta o jornal.

ZAP //

11 COMENTÁRIOS

  1. É caso para dizer: Tratou os soldados da GNR, abaixo de Cão!
    Narcisista, Mal-Educado, Arrogante, Egoísta, Pretensioso e Insensível são adjectivos que lhe servem que nem uma luva.
    Vai-te embora Bandalho e deixa o cargo para alguém com mais Princípios e Valores!
    Não prestas!
    Cresce Parasita Imundo!

  2. E a GNR fez muito bem!
    Esse artista agora deveria era ver-se numa situação apertada (estando sem protecção), para começar a ter mais respeito pelos que o estavam a guardar!!

  3. Então se o Sr. ministro tem um cão assim tão bom, não precisa de mais guardas, querer segurança e não lhes dar condições é no minino desrespeitoao por com os elementos da GNR que são seres humanos,

  4. Eu também não tenho GNR à porta para me guardar, tenho um Labrador no quintal e o senhor ministro que se sirva do cão que tem pois não é mais cidadão do que eu ou outro qualquer, afinal que treta é essa do socialismo?

  5. Já acabaram de “usar” os 14 polícias ás casas do, ex, Mário Soares ?
    Mas as forças de segurança só servem para guardar políticos e jogos de futebol ?

  6. Habitualmente eu defendo este governo dos constantes ataques da direita ressabiada. No entanto nem votei em nenhum dos seus partidos, e em 2011 votei PSD (infelizmente). Mas há uma coisa que eu tenho vindo a criticar neste Governo desde o dia 1: O tachismo e o clientelismo. Até mete nojo… Nem tentam disfarçar. É o Vieira da Silva da Segurança Social que mete a mulher e a filha, é o João Soares que mete os amigos, é o Carlos César que mete a família toda… Agora dois ministros marido e mulher… Este imbecil deste Cabrita.

    Isto deveriá ser considerado conflito de interesses e deveria ser ilegal. Nenhum ministro deveria poder ser parente a menos de segundo ou terceiro grau de outro ministro ou sec. Estado. Jamais!.. Que promiscuidade de m**da!

    • Caro Miguel Queiroz. Terei sido desde o início dos seus comentários aqui no ZAP provavelmente quem mais lhe bateu. Isto porque vejo-o sempre a defender o indefensável. Eu sou apartidário como o senhor. Para mim a merda é toda a mesma. O nosso povo merecia ter dirigentes à sua altura. Algo que nunca teve à exceção de D. João II e do Marquês de Pombal. Fico feliz por constatar que no atual governo o tachismo e o clientelismo são uma realidade. Mas para mim a pior nem será essa, mas antes o permanente discurso da mentira. As armas roubadas estavam obsoletas, ao antónio domingues não tinha sido prometido não entregar as declarações, o jantar do panteão (que nem me interessa muito o jantar; apenas sei que o PM sabia antecipadamente deste jantar e depois vem com o discurso de vítima ofendida…), todo o processo da desgraçada da Constança Urbana (o PM é responsável pelo seu total assassinato político; acho que nunca vi um político sair tão pela porta dos fundos). É tudo muito mau. E depois, nomear profundos incompetentes para altas esferas da administração pública é perigoso. E eu até defendo abertamente que as pessoas nomeadas têm de ser de confiança política. Mas nos partidos também há pessoas competentes. Não dão é para tudo! Não os podem pôr à frente de coisas que desconhecem. Isso passa-se neste governo e é manifestamente grave. Veja-se a proteção civil e não lhe digo mais porque estaria a revelar muito gente amiga, que vai escapando aos pingos da chuva porque os cargos que ocupam não se traduzem em mortos pela sua maior ou menor eficiência.

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