As gaivotas podem ser mais inteligentes do que se pensava

Cientistas mostraram num novo estudo que algumas gaivotas foram capazes de passar no chamado teste de puxar a corda.

As gaivotas não têm exatamente a melhor reputação entre os humanos e, tal como as pombas, não são vistas como um animal com uma grande capacidade cognitiva. Mas afinal, parece que estas aves podem ser mais inteligentes do que se pensava.

Segundo conta o site Science Alert, um novo estudo realizado no Canadá entre quatro colónias de gaivotas-de-delaware (Larus delawarensis) mostrou que algumas conseguiram ser bem-sucedidas naquele que é conhecido como o teste de puxar a corda.

Para isso, os investigadores colocaram um fio no chão ligado a uma placa de Petri com um bocado de salsicha, sendo que esta estava dentro de uma caixa de plástico transparente. Com apenas uma fenda estreita nessa caixa, os pássaros tinham de puxar o cordão para conseguir retirar o snack.

Antes disso, estas gaivotas selvagens tiveram de se habituar à presença da caixa. Então, a equipa isolou ninhos específicos na natureza e colocou uma caixa vazia ao lado deles. Neste caso, a caixa estava vazia, mas foi colocado um pedaço de salsicha do lado de fora, perto da sua fenda.

Depois de fazerem isso quatro vezes, os cientistas colocaram uma salsicha com um fio dentro da caixa. Uma outra salsicha foi colocada novamente do lado de fora, bem perto de onde estava o cordão, para ver se os pássaros investigavam o novo material.

Estando esses passos concluídos, foram então feitas três tentativas do verdadeiro teste de puxar a corda. Em 93 ninhos, os investigadores contaram um total de 138 gaivotas com responsabilidade parental, que voltaram aos ninhos para investigar a caixa. Destas, 104 tentaram resolver o teste em pelo menos uma das tentativas.

Em todas as quatro colónias, houve gaivotas que conseguiram resolver o teste. De todas as 104 tentativas, 25% tiveram sucesso, tirando a salsicha da caixa para comer, e 21% conseguiram isso na primeira tentativa.

“Uma vez que o nosso estudo limitou o número de tentativas a três, consideramos que uma taxa de sucesso de 21% na primeira tentativa e de 25% no geral é uma forte evidência de que as gaivotas-de-delaware são proficientes em resolver esta configuração do teste de puxar a corda”, escreveram os autores do estudo.

As conclusões da investigação foram apresentadas num artigo publicado a 1 de dezembro na revista científica Royal Society Open Science.

  ZAP //

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