Funcionários do INEM obrigados a devolver milhares em salários

António Cotrim / Lusa

Vários trabalhadores de diversos institutos públicos podem ter de devolver ao Estado verbas recebidas a mais ou terão de receber valores devidos pela entidade empregadora, dado um erro na posição remuneratória, no âmbito da mobilidade intercarreiras, noticia o Público.

Segundo o jornal, a situação foi detetada pela Direção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP) e só no Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) há 18 casos, alguns dos quais podem ter de devolver valores que chegam aos 40.000 euros.

De acordo com o jornal Público, “os trabalhadores receberam 1.201,48 euros, em vez de receberem 995,51 euros mensais”.

“Há funcionários que terão de devolver, no mínimo, 17.301 euros que se referem a seis anos. E há outros que apenas terão de devolver dois anos de salários. Nestas situações a devolução mínima ronda os 5.700 euros”, escreve o matutino.

Contudo, os valores variam consoante o trabalho efetuado pelos funcionários, uma vez que, por exemplo, terão de ser contabilizadas verbas referentes às horas extraordinárias.

“Mas os valores ainda não estão totalmente apurados, uma vez que variam consoante o trabalho efetuado pelos funcionários. Terão de ser contabilizados valores referentes às horas extraordinárias, por exemplo. Uma das funcionárias em causa, apurou o PÚBLICO, é uma psicóloga do INEM que fez as contas e percebeu que o valor que terá de devolver ultrapassa os 40 mil euros”, adianta o diário.

A situação foi detetada no início do ano, quando a direção dos recursos humanos do INEM, no âmbito de pedidos de consolidação das carreiras, solicitou parecer à DGAEP, que concluiu que havia um erro na posição salarial e que os funcionários deviam repor os valores já recebidos.

Alguns funcionários do INEM revelam ao jornal que, assim que forem notificados, tencionam avançar com processos em tribunal e a Federação dos Sindicatos da Administração Pública já veio dizer que estes trabalhadores terão de ser apoiados juridicamente.

Fonte do gabinete de comunicação do INEM confirmou ao Público que “foi identificado um problema que está a ser devidamente analisado” e que foi “aberto um processo de inquérito”.

Em resposta ao jornal Público, o Ministério das Finanças confirma a situação, explicando que “o processo de mobilidade intercarreiras é feito pelos diversos serviços da administração pública aos quais se aplica a Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, de forma descentralizada”.

A tutela confirma que, durante a mobilidade, “alguns serviços colocaram os trabalhadores em posições remuneratórias superiores ou inferiores àquelas em que os trabalhadores deveriam ficar”, mas não adianta o número total de casos nem o montante total envolvido.

ZAP // Lusa

PARTILHAR

2 COMENTÁRIOS

  1. Estes devolvem, por erros no processamento das verbas. Contudo, os gestores, administradores, deputados e outros que tais, recebem indevidamente e devolvem… NADA!

  2. É uma verdadeira VERGONHA, eles provocam os erros, mas não são responsabilizados, e agora querem que os funcionários paguem, e os políticos???? não são chamados a repor o que roubam as descaradas????

RESPONDER

Rússia quer ultrapassar Tom Cruise e ser a primeira a gravar um filme no Espaço

O ator Tom Cruise quer rodar um filme no Espaço, mas a Rússia quer ser a primeira, de acordo com um comunicado da agência espacial Roscosmos. Os Estados Unidos e a Rússia são, novamente, os protagonistas …

Os animais perdem o medo dos predadores depois de contactarem com o Homem

Uma nova investigação concluiu que os animais selvagens perdem rapidamente o medo dos seus predadores depois de entrarem em contacto com o Homem. A maioria dos animais selvagens, como é o caso dos leões, exibe …

Há mais 884 casos confirmados e oito óbitos por covid-19 em Portugal

De acordo com o último boletim divulgado epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS), Portugal regista, este sábado, mais oito óbitos e 884 novos casos de infeção pelo novo coronavírus. Assim, Portugal contabiliza, desde o início da …

Negros norte-americanos estão a comprar armas em valores recorde

O número de afro-americanos a comprar armas aumentou drasticamente. Em causa, estará uma resposta ao agravar das tensões sociais no país devido ao movimento Black Lives Matter. Nos Estados Unidos, os protestos do movimento Black Lives …

Sporting paga 5 milhões e "rouba" Bruno Tabata ao Braga

O Sporting conseguiu 'roubar' Bruno Tabata ao Sporting de Braga. O extremo do Portimonense assina pelos 'leões' num contrato válido por cinco temporadas. Bruno Tabata está a caminho do Sporting CP, avança este sábado o jornal …

Há (pelo menos) 16 escolas com casos de covid-19, mas não há dados oficiais

Nem o Ministério da Educação, nem a Direcção Geral de Saúde (DGS) revelam o número de casos de covid-19 nas escolas, depois da reabertura do ano lectivo. Mesmo sem dados oficiais, é possível contabilizar, pelo …

Deixar Bilbau não dá bom resultado (lembra-se da grande equipa de Bielsa?)

Javi Martínez tenta contrariar a tendência dos seus antigos companheiros de equipa no famoso Atlético de Bilbau, que só aceita no seu plantel futebolistas nascidos no País Basco ou com ascendência familiar basca. Javi Martínez, herói …

Tatuagens racistas, saias curtas, cabelos e bigodes estranhos proibidos na PSP

Os polícias que tenham tatuagens com símbolos, palavras ou desenhos de natureza partidária, extremista, racista ou que incentivem à violência têm seis meses para as remover, de acordo com novas normas da PSP que também …

Republicação das caricaturas de Maomé foi o motivo do ataque junto ao Charlie Hebdo

A republicação das caricaturas de Maomé terá estado na origem do ataque junto ao edifício da antiga redação do jornal satírico Charlie Hebdo, confessou o principal suspeito. Quatro pessoas foram esta sexta-feira feridas, duas das quais …

Segunda vaga pode matar menos (mesmo com novos casos a disparar)

Os especialistas acreditam que a segunda vaga de covid-19 em Portugal vai ser menos letal, embora o número de novos casos diários possa vir a ser "muito elevado". Isto porque temos a lição mais bem …