Funcionários da BMW drogados em serviço desmaiam e causam prejuízo milionário

dustpuppy / Flickr

Sede da BMW em Munique, alemanha

Dois funcionários da BMW fumaram marijuana durante o expediente, o que veio causar prejuízos de um milhão de euros à empresa alemã.

Segundo o jornal alemão Bild, no início deste mês, na cidade de Munique, onde está situada uma linha de montagem da BMW, os dois trabalhadores aproveitaram um intervalo para beber álcool e misturar substâncias psicotrópicas com outras sintéticas.

Mais tarde, quando regressaram ao trabalho, os homens sentiram-se mal e acabaram mesmo por desmaiar. Um deles, que chegou a tomar anfetaminas, teve de ser levado para o hospital.

A linha de produção da fábrica de Munique esteve parada durante 40 minutos. A BMW afirma que o prejuízo ficou na casa dos cinco dígitos, mas uma estimativa do próprio jornal Bild diz que a interrupção deve ter tido um custo maior, de mais de 1 milhão de euros.

De acordo com o jornal alemão, um dos funcionários foi demitido e o outro foi transferido de setor após o incidente.

ZAP //

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15 COMENTÁRIOS

    • Caro Rui, já trabalhou alguma vez na Alemanha e para uma empresa alemã? Caso não saiba, na Alemanha não existe escravidão e o funcionário tem tratamento digno, não é como em muitas empresas em Portugal! Neste caso, a paragem foi feita por precaução, pois inicialmente não se sabia qual o motivo dos funcionários terem desmaiado. Imagine que o desmaio era derivado a algum tipo de gás ou impureza no ar? Se assim fosse, poderia provocar ainda mais problemas a outros funcionários. Já pensou nisso? Não critique só por criticar, ainda por cima se não conhecer outra realidade para além da portuguesa…

        • Pois não, apenas trabalho numa empresa alemã, na Alemanha e com colegas alemães… Não sei mesmo nada do que se passa na Alemanha…

          • Sim, claro… sabes muito bem, sabes – por isso é que escreves “piadas” como esta: “na Alemanha não existe escravidão e o funcionário tem tratamento digno!”
            Dois segundos de pesquisa no site Deutsche Welle (espero que conheças, mas, se não conheceres, está explicada a tua “piada”!):
            Germany’s Slaves to Globalization
            http://www.dw.com/en/germanys-slaves-to-globalization/a-1589313
            .
            Temp labor: modern slaves, or economic heroes?
            http://www.dw.com/en/temp-labor-modern-slaves-or-economic-heroes/a-16656289

            • Caro Eu!, vê-se logo que nunca trabalhaste na Alemanha nem conheces a realidade actual, senão não ias pesquisar artigo em inglês no site da Deutsche Welle! Na tua pesquisa deverias estar mais atento à data dos artigos que mencionaste. No primeiro artigo, de 2005 (escrito há mais de 10 anos!), é referido o problema de trabalho forçado e condições de trabalho desumanas. Infelizmente isso por vezes ainda acontece, raramente em empresas alemãs, mas maioritariamente em empresas estrangeiras (por norma do leste da europa) que apenas operam no território alemão e tem a sua sede nos seus respectivos países. As notícias de “escravidão” de portugueses na área da construção civil que chegam a Portugal por exemplo, são, quase em 100% dos casos, referente a empresas portuguesas ou estrangeiras a operar na Alemanha e não de empresas alemãs. Existem inspecções periódicas, mas como deves entender, a Alemanha é grande e é impossível controlar tudo a 100%, a não ser que os trabalhadores apresentem queixa nas entidades competentes, o que na maioria dos casos não acontece. No artigo ainda é referido o seguinte: “In the last year, some 26,000 jobs have been lost in the industry, with workers from Hungary, Poland, Romania and Slovakia picking up the slack for as little as two euros an hour.”: Na Alemanha existe um ordenado mínimo (“Mindestlohn” caso queiras pesquisar) estipulado por lei de 8.84€ por hora, pelo que este tipo de trabalho na Alemanha só será possível em empresas com sede fora da Alemanha, onde o trabalhador apenas está destacado no território alemão.
              Relativo ao segundo artigo, de 2013 (um ordenado mínimo estipulado por lei na Alemanha começou em Janeiro de 2015), é referido o trabalho de empresas de trabalho temporário, algo que não é incomum por cá. Como já referi, o ordenado mínimo estipulado por lei actualmente é de 8,84€. Se fizeres a conta simples de 40h por semana x 4 semanas (1 mês) x 8,84€ obtens um ordenado mínimo mensal de 1414,40€ para 40h semanais, o que corresponde a quase 3 vezes o ordenado mínimo em Portugal e onde as despesas básicas na Alemanha são quase ao mesmo preço (ou por veyes mais baixo) de Portugal (o combustível até consegue ser mais barato que em Portugal!). Parece que também não lesto o artigo por completo, mas aconselho-te a ler esta parte: “Temporary work can also be an opportunity”.
              Para finalizar, aconselho-te a expor as tuas ideias baseado em factos reais e de preferência vividos por ti, em vez de acreditares em tudo o que vês na internet… Eu, pelo menos, exprimi a minha ideia baseado na minha vivência pessoal aqui na Alemanha, numa empresa alemã e com colegas alemãs.

      • Bem, estou a ver que isto é tempo perdido… tu é que sabes tudo, tu é que conheces tudo (e afinal conheces muito pouco – ou não queres “conhecer”)!…
        Sim, trabalhei na Alemanha (para uma empresa alemã) que ainda me deve dinheiro!!
        Além de dividas de milhões a fornecedores, banca, etc, também ficou a dever ordenados a trabalhadores alemães – se bem que alguns deles eram tipo estes que são referidos nesta noticia (beber e fumar)!!
        .
        Sei muito bem a data dos artigos que coloquei e obviamente são em inglês porque o alemão é um idioma que não é acessível à maioria – mas a fonte é insuspeita!!
        Ordenado mínimo?!
        Não brinques… não sei se sabes há quanto tempo é que isso existe na Alemanha?!
        Também não percebi essa comparação com o ordenado mínimo português!…
        Qual era mesmo a ideia?
        Não me digas que há alguém que não sabia que na Alemanha se ganha mais!…
        .
        Engraçado como no comentário inicial “na Alemanha não existe escravidão e o funcionário tem tratamento digno” e agora a Alemanha já “é grande e é impossível controlar a 100%”!…
        Pois!…
        .
        Mais trabalho “digno”:
        Alemanha: escravatura moderna no país modelo da economia europeia
        https://www.youtube.com/watch?v=GbWvF2E-Krc

        Um paraíso: http://i1272.photobucket.com/albums/y383/33AN60TI/Pobreza%20Alemanha%20-%20Visatildeo%201078%2031OUT2013_zpsfifvmlsa.jpg
        in Visão 31 Outubro 2013

        • É a tua ideia, mas vou ser sincero, alguém que trabalhou na Alemanha, com alemães e não sabe o mínimo de alemão? De duas uma, ou a experiência por cá foi muito rápida ou não te deste ao trabalho de te integrar na sociedade alemã… Sim, um ordenado mínimo na Alemanha fixado por lei só existe desde Janeiro de 2015, se achas que não é assim, prova em contrário. Até te dou uma ajuda: pesquisa por “Mindestlohn Einführung“. Quando me referia a controlar tudo a 100% referia-me a empresas que operam na Alemanha mas que pagam ordenados e impostos fora dela, o que torna o controle quase impossível. Nesses casos a escravatura não é da Alemanha, mas dos países de origem. O teu caso acho um pouco estranho, porque os tribunais na Alemanha levam muito a sério a proteção dos direitos dos trabalhadores. É curioso que a maioria dos portugueses que emigram para a Alemanha e se integram na sociedade, raramente pensam em voltar para Portugal antes de se reformarem (e muitos nem após a reforma querem voltar). Será que é por se sentirem escravizados e com pior qualidade de vida e justiça social?…

          • Bem… parece-me que há aí algum problema de interpretação…
            Gostava de me explicasses o que é que a minha suposta “integração” na Alemanha tem a ver com esta noticia ou com o facto de ainda haver escravatura “moderna” na Alemanha, de existir lá empresas manhosas e de haver trabalhadores alemães incompetentes e pouco profissionais (alem de bêbedos e drogados – tal como os citados nesta notícia)??!
            É que ainda não consegui perceber!…
            Eu trabalhei na Alemanha, tenho um irmão lá há mais de 30 anos, outro meu irmão andou lá a estudar, todos os anos passam cá por casa muitos alemães, etc, etc… mas, não sei o que isso tem a ver com o assunto…
            .
            Quem é que não sabe o salário mínimo da Alemanha?!!
            Até sei que quando entrou em vigor por imposição do SPD (e contra a vontade da CDU de Merkel)!!
            E, antes de 2015 não existia por interesse de quem?!
            As empresas alemãs são tão amigas dos trabalhadores que fizeram tudo para que não existisse ordenado mínimo…
            Pois… ganhar (legalmente!) 500€ por mês na Alemanha não era “escravidão” – era um luxo!…
            Realmente os tribunais alemães levam os direitos dos trabalhadores muito a sério… por isso é que, em 2013 deixavam uma empresa alemã (na Alemanha!), pagar 300€/mês a um trabalhador!!
            Só devem ter acordado em 2015…
            .
            Também acho estranha essa constante comparação entre Portugal e Alemanha!…
            Tens necessidade de mostrar alguma coisa?
            É que vir “a correr” defender e enaltecer as empresas e empresários alemães, como se fossem todos anjinhos e fosse tudo perfeito – para depois admitir que possam haver alguns problemas na Alemanha, (mas a culpa é das empresas da Europa de Leste)…
            São mesmo “santos”!…
            Curiosamente, são as empresas alemãs que aparecem envolvidas nas maiores burlas ocorridas na Europa – basta ver o escândalo da Siemens, Daimler, Ferrostaal, etc, etc…
            Já para não falar da VW…
            .
            Portanto, acho que conheço relativamente bem a realidade alemã (as coisas boas, mas também as menos boas!) para poder comentar e acho que eles não precisam que alguém os venha defender com “unhas e dentes” com se fossem “deuses”!…

            • Caro Eu!, o meu comentário inicial foi para a observação do Sr. Rui que criticou a organização duma empresa alemã ao ter parado a produção por dois dos seus colaboradores se terem sentido mal. No meu entender essa organização e decisão foi a mais correcta, mesmo a empresa tendo prejuízos. Agora pergunto-lhe: a empresa decidiu mal ao parar a produção para assistir os seus colaboradores? Será que em Portugal fariam o mesmo, colocando a segurança dos seus colaboradores em primeiro lugar? Sabemos bem que na maioria das empresas portuguesas não será assim! Estamos a falar de tratamento digno dos seus colaboradores, e sabemos bem que em Portugal a escravidão e a dignidade dos colaboradores são bem piores, basta ver-se o que se passa nos Hipermercados por exemplo, onde os colaboradores às vezes nem ao WC podem ir quando lhes dá vontade. Estamos também a falar da actualidade e não do passado. A implementação do ordenado mínimo na Alemanha foi exactamente para combater os casos que eram conhecidos. Foi exigido pelo SPD e chegado a um acordo com a CDU: é para isso que existe oposição, ou não? Antes da implementação do ordenado mínimo, perante um tribunal, o ordenado de 500€ era legítimo se este estivesse estipulado no contrato de trabalho. O problema é as pessoas assinarem documentos sem saberem o que estão a assinar. Volta a referir, estamos a falar dos colaboradores e não da corrupção, que é um tema bem diferente! A exemplo da VW, que esteve envolvida no escândalo que toda a gente sabe, pergunte a qualquer colaborador da VW se não tinha e tem um tratamento digno no seu local de trabalho. Como referiu, o seu irmão já está na Alemanha há mais de 30 anos, por isso deduzo que este esteja contente por cá estar, senão de certo já tinha voltado para Portugal, ou não? Que garantias lhe deu ou dá a Alemanha que Portugal não lhe deu ou dá? Se fosse escravidão e falta de dignidade no local de trabalho, não creio que neste momento ainda estivesse por cá… Para concluir esta “discussão” saudável, referindo novamente o comentário do Sr. Rui: porque criticamos sempre os outros quando temos pior? Em vez de criticar, deveríamos deixar as rivalidades e sermos humildes ao ponto de sabermos aproveitar as melhores ideias que os outros tem… Felizmente conheço as duas realidades, pois já fui um colaborador em Portugal e sou um colaborador aqui na Alemanha, e entristece-me ver portugueses a criticar atitudes (principalmente da Alemanha e da Merkel, porque passou-se a ideia que a Alemanha é que foi responsável pelo problema económico actual de Portugal. Mas isso é outro tema…) quando “dentro de portas” existem atitudes bem piores… Quem dera a Portugal ter uma VW, Daimler, Siemens, etc. a pagar os mesmos ordenados que pagam aqui na Alemanha, a trabalharem as horas semanais que trabalham aqui na Alemanha e a terem os dias de férias que os alemães tem… mas não, temos empresas que contratam pessoas formadas a pagarem-lhes o ordenado mínimo e com contratos a termo certo… Chama-se a isso um tratamento digno? O será mais escravidão ou exploração?…

  1. Se em vez do hospital tivessem ido para a morgue teria sido uma sorte, deveriam era no mínimo ir para a prisão os dois mas como esta liberdade europeia não cessa de nos surpreender pela negativa estamos hoje no atoleiro que todos constatamos.

    • Cuidado, a notícia é altamente sensacionalista. Ora vê:

      Dois funcionários da BMW fumaram marijuana durante o expediente, o que veio causar prejuízos de um milhão de euros à empresa alemã.

      Está parte acima não cola.
      E conforme lemos a notícia verificamos que primeiro é Marijuana, depois é álcool …. E acaba em anfetaminas.

        • Concordo absolutamente com “D.”
          Certamente os Srs. ZAP nao querem saber o que publicam (que eu muito admiro na generalidade) desde que se escudem com uma Fonte…
          Façam lá um esforço e pronunciem-se, aham que a marijuana é mais lesiva de que as misturas desconhecidas e as anfetaminas, de modo a lhes ganhe o “titulo principal da noticia” ?

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