França queimou 1,7 mil milhões de máscaras antes da pandemia

Cugnot Mathieu / EPA

O presidente francês, Emmanuel Macron.

A França queimou 1,7 mil milhões de máscaras de proteção individua pouco antes de a pandemia de covid-19 assolar a Europa.

A informação é avançada este fim-de-semana pelo jornal britânico The Times.

De acordo com o jornal, pouco antes da pandemia, a França tinha mil milhões de máscaras cirúrgicas e 714 milhões de máscaras de FFP2 de alto desempenho, que filtram 94% das partículas, para a eventualidade de uma epidemia de gripe suína ou de SARS.

Quando as doenças foram consideradas menos fatais do que se considerava anteriormente, foi tomada a decisão de descartar equipamentos de proteção de reserva, conta o mesmo jornal, dando conta que nem ministros nem deputados questionaram a iniciativa.

Quando o novo coronavírus (SARS-CoV-2) chegou a França, funcionários de uma base militar no leste do país “queimava obedientemente centenas de milhares de máscaras”.

As incinerações faziam parte de um plano para acabar com os stocks estaduais de máscaras protetoras que atingiram o seu limite em 2011. Tratou-se de uma iniciativa para reduzir custos com os stocks, conta o britânico Daily Mail.

Quando a pandemia atingiu França, descobriu-se que restavam apenas 117 milhões de máscaras, tendo as autoridades sido forçadas a comprar estes equipamentos no mercado aberto, conta a Russia Today, citando o The Times. Conseguiram 14 milhões de exemplares semanais, quando eram necessárias 40 milhões.

Esta situação terá abalado a popularidade do Presidente francês, Emmanuel Macron.

O caso das máscaras queimadas “causou danos à sua imagem”, acredita o analista de sondagens francês Pierre Giacometti. “As pessoas têm a impressão de que [o Presidente] não teve uma visão clara do que estava a fazer e que tentaram esconder a verdade”.

A pandemia provocada pelo novo coronavírus já causou a morte a pelo menos 364.362 pessoas e infetou mais de 5,9 milhões em todo o mundo, segundo um balanço da agência AFP baseado em dados oficiais dos países.

Pelo menos 2.455.400 casos foram considerados curados.

Os Estados Unidos, que registaram a primeira morte ligada ao coronavírus no início do mês de fevereiro, são o país mais afetado em termos de número de mortes e casos, com 102.836 e 1.747.087 casos, respetivamente.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Reino Unido, com 38.161 mortes e 271.222 casos, Itália com 33.229 mortes (232.248 casos), França com 28.714 mortes (186.797 casos) e Brasil com 27.878 óbitos (465.166 casos).

ZAP //

 

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1 COMENTÁRIO

  1. Quem ganhou com a iniciativa do senhor Macron foram os chinocas e o povo francês sofreu as consequências na saúde e na carteira.

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