Fragata russa treinou lançamentos de mísseis hipersónicos no Atlântico

EPA/MIKHAEL KLIMENTYEV / SPUTNIK / KREMLIN

Vladimir Putin

Putin já havia avançado que o novo armamento conseguiria viajar a cerca de nove vezes a velocidade do som, o que corresponde a mais de 11 mil quilómetros por hora.

A fragata russa Almirante Gorshkov treinou o lançamento de mísseis hipersónicos na parte ocidental do Oceano Atlântico através de uma simulação de computador, anunciou esta quarta-feira o Ministério da Defesa russo.

A tripulação da fragata simulou o lançamento de um míssil Zircon contra um alvo marítimo que imitava um navio inimigo e que se encontrava a uma distância de mais de 900 quilómetros, segundo o ministério de Sergei Shoigu.

Durante o treino, “a tripulação de combate da fragata demonstrou alta coordenação das ações”, acrescentou a Defesa.

A fragata Almirante Gorshkov também planeia realizar uma série de exercícios conjuntos na costa da África do Sul junto com a Marinha daquele país e com a da China em fevereiro.

Em junho deste ano, Putin já havia avançado que o novo armamento conseguiria viajar a cerca de nove vezes a velocidade do som, o que corresponde a mais de 11 mil quilómetros por hora. O míssil Zircon também é capaz de atingir alvos a mil quilómetros de distância.

De acordo com o Observador, esta arma começou, desde o verão, a ser implementada em todos os navios e submarinos russos, o que lhes dará, segundo o presidente do país, a capacidade de atacar “centros de decisão” em minutos.

O 3M-22 Zircon consiste ainda num míssil de duas fases desenvolvido em território russo. A agência de notícias estatal russa TASS também revelou, em junho, que este é capaz de viajar a uma altitude entre 30 e 40 quilómetros, pesa entre 300 e 400 quilogramas e mede entre  oito e 10 metros.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou até agora a fuga de mais de 14 milhões de pessoas — 6,5 milhões de deslocados internos e quase oito milhões para países europeus —, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 7.068 civis mortos e 11.415 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

  ZAP //

Deixe o seu comentário

Your email address will not be published.