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Força Aérea sueca bombardeou incêndio (e deu resultado)

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Nuno André Ferreira / Lusa

Foi apenas um teste mas resultou: a Força Aérea sueca atacou um incêndio florestal num campo de tiro militar com uma bomba que apagou as chamas.

Segundo a TSF, a Força Aérea sueca atacou com uma bomba um incêndio florestal, para tentar travar as chamas num campo de tiro militar cheio de bombas por explodir e onde os bombeiros não podiam entrar.

Em declarações à rádio, o coronel Anders Persson, que recebeu o pedido das forças civis que combatiam o incêndio que afeta há duas semanas uma zona central do país, admite que inicialmente estranhou o pedido mas que acabou por ser uma medida extrema para um caso extremo.

A explosão da bomba faz com que o oxigénio que alimenta as chamas desapareça do fogo. Uma ideia relativamente simples, de acordo com a TSF, e que resultou num raio de cerca de cem metros à volta do sítio onde a bomba guiada a laser caiu.

O coronel sublinha, no entanto, que foi apenas um teste que só foi possível porque a zona é vedada e está “habituada” a exercícios militares, isto é, num local civil usar uma bomba contra um incêndio seria muito mais complicado.

Mesmo assim, explica o coronel à rádio, os bombeiros suecos ficaram satisfeitos com os resultados e passaram a incluir esta alternativa na sua lista de opções para travar fogos florestais. “Agora sabem que a técnica funciona e que se for preciso podem voltar a pedir-nos”.

Depois deste testes, a Força Aérea sueca procurou na Internet se já teria sido feito algo do género no passado e não obtiveram resultados, apesar de notícias depois da experiência sueca relatarem o uso de técnicas semelhantes na China e nos EUA.

A Suécia está a enfrentar uma vaga de incêndios este verão e Portugal já enviou, esta terça-feira, dois aviões médios anfíbios em resposta ao pedido feito pelas autoridades do país ao Mecanismo Europeu de Proteção Civil.

Além dos dois aviões, a Força Aérea Portuguesa disponibilizou também um voo de apoio (C295), que transportará cerca de 700 quilos de equipamentos para apoio à operação dos meios aéreos e oito elementos da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), entre mecânicos, pilotos e técnicos de apoio.

Em declarações à TSF, Miguel Cruz, que chefia a missão portuguesa, conta que os suecos não esperavam, “do ponto de vista meteorológico”, ter tantos incêndios no país e um “cenário de seca tão prolongado e com um efeito tão severo”.

A rádio avança que os fogos que atingem a Suécia não chegaram às populações mas também são difíceis de controlar. “Existem particularidades ao nível da própria floresta (…) que causam dificuldades à extinção e ao rescaldo”, explica o responsável.

Além dos portugueses, estão também na Suécia a combater os fogos polacos, dinamarqueses, franceses, alemães, italianos, lituanos e noruegueses.

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  ZAP //

8 Comments

  1. Na primeira guerra do Golfo os iranianos, antes de abandonarem o Koweit, incendiaram vários poços de petróleo. Ora, a forma de os apagar foi à custa da explosão de bombas. A explosão provocava um sopro que apagava as chamas, como quem apaga uma vela.

    • Não é o sopro que apaga, é o consumo de oxigénio pela detonação. Se não ocorresse o consumo O2 apenas alimentava o fogo com a deslocação de ar. cumprimentos senhor António 🙂

      • Também não é o “consumo” de oxigénio, mas o “simples” facto que a explosão expulsa o oxigénio da zona, de modo repentino e violento (é uma explosão!) enchendo-a com os gases produto da explosão que não são nem combustíveis nem comburentes.

        Na verdade, como já alguém disse, è com esta técnica que se apagam incêndios em poços de petróleo e os bombeiros americanos têm-na utilizado para incêndios vastos em parques naturais onde não há acesso para viaturas nem homens.

      • Eu referi como analogia o apagamento de uma vela. Não vai dizer que é uma explosão e que o sopro consome o oxigénio. O sopro até uma certa intensidade atiça a chama. Acima dessa intensidade a chama é apagada. Na minha opinião o sopro, não interessando como é criado, provoca vácuo na zona da chama e deixa de haver oxigénio para ela se manter. O vácuo necessário (conforme a intensidade da chama) só ocorre acima de uma determinada intensidade de sopro.

  2. “António Gonçalves” A Primeira Guerra do Golfo foi entre o Irão e o Iraque. A segunda Guerra do Golfo foi entre o Iraque e uma coligação de países liderada pelos estados Unidos para libertar o Koweit após este ter sido invadido pelo Iraque.

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