Faraó egípcio cobria escravos com mel para afastar as moscas de si

O faraó Pepi II era conhecido pela sua excentricidade, tendo até coberto os seus escravos com mel para afastar as moscas de si.

Neferkara Pepi ou Pepi II foi o quinto rei da VI dinastia egípcia e é considerado como o último faraó de destaque da época histórica denominada Império Antigo.

Pepi II terá assumido o trono com seis anos de idade e, segundo o Papiro Real de Turim, terá reinado durante 94 anos — o que o tornaria o monarca que mais tempo reinou na História. Outras fontes indicam que reinou durante 64 anos.

Vários relatos históricos sugerem que Pepi II foi um dos faraós mais exigentes do Egito, sendo conhecido por alguns comportamentos, no mínimo, extravagantes.

Numa carta enviada por Pepi II a Harkhuf, governador de Aswan, o faraó ordena a captura de um pigmeu para que dançasse para seu entretenimento. O jovem rei mandou dizer a Harkhuf que este seria bem recompensado se trouxesse o pigmeu vivo à corte.

Além disso, fez com que os seus escravos se cobrissem com mel para manter as moscas afastadas de si. Pepi II era muitas vezes ladeado por escravos nus besuntados com mel que atraíam as moscas.

Pepi II era uma exceção à regra. Devido à sua rapidez e persistência, a mosca era vista como um símbolo de tenacidade. Tal era a admiração, que moscas douradas eram concedidas aos soldados que exibissem tais qualidades em batalha.

O faraó teve várias esposas, incluindo Neith, Iput II, Ankhesenpepi III, Ankhesenpepi IV e Udjebten e pelo menos três filhos. Três da suas esposas têm pirâmides como parte do seu complexo de pirâmides em Sacará. A pirâmide de Pepi II tinha originalmente 78,5 metros de altura, mas a erosão reduziu-a para 52 metros.

  Daniel Costa, ZAP //

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