EUA aprovam fim do estatuto especial de Hong Kong. China ameaça retaliar

Dan Scavino / Wikimedia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o presidente da China, Xi Jinping

O Governo chinês considerou esta quarta-feira a Lei da Autonomia de Hong Kong, assinada pelo Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, uma “grave interferência nos assuntos internos” do país e ameaçou retaliar.

Numa declaração, o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês advertiu que “para salvaguardar os seus próprios interesses legítimos, a China dará a resposta apropriada e imporá sanções ao pessoal e autoridades norte-americanas competentes”, noticiou a agência Lusa.

“Pedimos aos EUA que corrijam os seus erros, evitem implementar a chamada ‘Lei de Autonomia de Hong Kong’ e parem de interferir nos assuntos internos da China, incluindo nos de Hong Kong”, salientou. “Se os EUA avançarem, não há dúvidas de que a China retaliará”, garantiu o Governo chinês.

O South China Morning Post escreveu que, entre os visados, podem estar Chris Van Hollen, do Partido Democrata, e Patrick Toomey, do Partido Republicano, os senadores  que elaboração a Lei da Autonomia.

Para Pequim, a Lei de Autonomia de Hong Kong aprovada pelo Presidente norte-americano constitui “uma tentativa dos EUA de obstruir a implementação da Lei de Segurança Nacional de Hong Kong”.

O diploma foi aprovado pela Assembleia Popular Nacional da China, sem passar pelo Conselho Legislativo da região semiautónoma chinesa, e pune com prisão perpétua “atos de secessão, subversão, terrorismo e conluio com forças estrangeiras”.

No entanto, advogados, ativistas, jornalistas e grande parte da sociedade de Hong Kong manifestaram a sua oposição, por temer que a lei acabe com as liberdades desfrutadas pela antiga colónia britânica e inexistentes na China continental.

Na terça-feira, Trump assinou o decreto que encerra o estatuto económico e comercial especial que os EUA concediam a Hong Kong, além de uma lei que prevê a imposição de novas sanções à China, por “extinguir a liberdade” na cidade, um centro financeiro internacional e regional.

 

 

“Hoje [terça-feira], assinei legislação e uma ordem executiva para responsabilizar a China pelas suas acções agressivas contra o povo de Hong Kong”, afirmou Trump, citado pelo Guardian. “Hong Kong vai passar a ser tratado da mesma forma que tratamos a China continental”, sublinhou o Presidente norte-americano.

O decreto põe fim às regalias aos cidadãos com passaporte de Hong Kong e suspende vários acordos entre a região administrativa especial e os EUA, permitindo o congelamento de propriedades e bens de estrangeiros ligados à nova lei de segurança nacional ou que estejam envolvidos em casos de violação dos direitos humanos.

ZAP //

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