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EUA vão boicotar Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim. Anúncio deve ser feito ainda esta semana

Liu Jie/xinhua Mandatory / EPA

Primeira reunião entre administração Biden e China, Alasca, EUA

Posição da administração de Joe Biden pressupõe que nenhum responsável político norte-americano viaje para Pequim aquando da competição e participe em atos oficiais.

Não é a primeira vez e certamente não será a última em que o política e as questões sociais se intrometem no desporto e, mais especificamente, nos Jogos Olímpicos — como já acontecera em 1980, em plena Guerra Fria, quando a competição se realizou em Moscovo.

Desta feita, o motivo da ausência dos Estados Unidos, pelo menos da sua vertente diplomática, tem que ver com o desrespeito da China, países onde se irá realizar a próxima edição dos Jogos Olímpicos de Inverno, pelos direitos humanos. A decisão, avança a CNN, deverá ser anunciada esta semana, a mesma na qual Joe Biden promove uma cimeira das democracias. Uma das questões mais controversas da iniciativa tem que ver com o convite endereçado a Taiwan, mas não à China.

A reação de Pequim não se fez demorar. Nos seus meios oficiais, começou a teorizar sobre a superioridade da sua democracia, em oposição às liberais, que seguem o modelo do ocidente.

Tal como lembra a mesma fonte, um boicote diplomático não significa que os atletas norte-americanos não compitam nas respetivas modalidades. Na realidade, os ausentes serão os representantes diplomáticos e governamentais dos Estados Unidos, que não farão parte de qualquer ato oficial. Fora da equação estará um boicote total.

A possibilidade de um boicote diplomático já tinha sido admitida por Joe Biden em novembro — sendo que nem a cimeira virtual na qual participou com XI Jinping foi suficiente para reverter a posição. Entre as principais queixas dos ativistas pelos direitos humanos em relação ao regime chinês tem que ver com a perseguição à minoria muçulmana uhigur, mas também a repressão aos movimentos democráticos em Hong Kong.

Mais recentemente, o desaparecimento da tenista Shuai Peng, após ter denunciado situações de assédio sexual contra um antigo vice primeiro-ministro chinês e membro do partido comunista chinês, também relembrou o mundo da repressão que pode ser implementada pelo regime chinês, apesar dos sucessivos apelos das organizações internacionais para que o paradeiro da atleta fosse divulgado e o seu bem-estar preservado.

  ZAP //

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