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Estrela gigante está a “desaparecer” (e pode explodir)

ALMA (ESO/NAOJ/ NRAO) / E. O'Gorman / P. Kervella

A supergigante vermelha Betelgeuse, localizada na constelação de Orión, a 600 anos-luz da Terra, é famosa por ser uma das estrelas mais brilhantes no céu noturno. Porém, o corpo celeste pode estar a chegar ao fim da sua vida.

A Betelgeuse é verdadeiramente gigante: comparada com o nosso Sol, é aproximadamente 1.400 vezes maior em diâmetro e 1.000 milhões de vezes maior em volume.

A estrela é famosa porque, no dia em que explodir e se tornar uma supernova, ficará visível durante o dia e, possivelmente, eclipsará a Lua à noite. A última supernova que foi visível da Terra aconteceu em 1604 — a Supernova de Kepler —, e foi vista dia e noite durante mais de três semanas.

Nas últimas semanas, Betelgeuse têm-se atenuado significativamente. A atividade incomum da estrela, notável a olho nu, causou uma onda de especulação entre a comunidade astronómica, amadores e profissionais.

Observadores de todo o mundo apressaram-se a partilhar as suas opiniões sobre o que poderia estar a acontecer. Algumas pessoas concluíram que poderia ser um sinal de uma explosão iminente e o eventual aparecimento de uma supernova.

O diretor do Departamento de Física da Uppingham School, no Reino Unid), David Boyce, escreveu na sua conta no Twitter que a súbita diminuição no brilho da estrela ficou evidente até mesmo para os olhos de um observador geral. O investigador sugeriu que, se estiver prestes a tornar-se uma supernova, a explosão produzirá “mais energia em apenas algumas horas do que durante os seus milhões de anos de existência”.

O facto de a supergigante vermelha estar agora mais escuro do que no passado é o que causou especulações de que possa estar prestes a tornar-se uma supernova. No entanto, nem todos os especialistas concordaram com estas conclusões, de acordo com o EarthSky.

Betelgeuse é uma estrela variável conhecida, cujos aumentos e diminuições no brilho são rastreados há anos por astrónomos amadores e profissionais que trabalham com a Associação Americana de Observadores de Estrelas Variáveis (AAVSO). Estas medidas demonstram que o brilho de Betelgeuse possui diferentes ciclos, ascendente e descendente. Quando os mínimos de cada ciclo se juntam, a estrela pode parecer excecionalmente fraca, como agora – mas voltar-se-á a acender.

Por essa razão, alguns especialistas enfatizam que é improvável que Betelgeuse tenha a sua grande explosão nos próximos 100 mil anos. Além disso, sugerem que a mudança no brilho da estrela pode ter sido provocado por algum tipo de erupção de gás ou poeira.

Também para Eric Mamajek, da NASA, as probabilidade de tal evento acontecer nas próximas décadas é de apenas 0,1%.

  ZAP //

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