Estado vai dar incentivo de 250 euros para compra de bicicletas elétricas

Visando impulsionar o uso de veículos mais verdes, o Governo vai conceder um incentivo de 250 euros para a compra de uma bicicleta elétrica. Os detalhes das novas regras deverão ser anunciadas já nos próximos dias.

Segundo noticia esta quinta-feira a Antena 1, a compra de bicicletas elétricas vai receber apoio do Estado pela primeira vez, num valor máximo de 250 euros por pessoa.

De acordo com as estimativas do Governo, deverão ser apoiadas mil aquisições, sendo que os incentivos serão atribuídos pela ordem da chegada da candidatura e até que a verba disponibilizada para a medida seja esgotada.

Há ainda uma regra que deve ser observada, nomeadamente a existência de uma “fatura (ou uma declaração anexa por parte do vendedor) que tem de declarar que a bicicleta não é destinada ao desporto ou do tipo montanha ou de suspensão integral no sentido de apoiarmos apenas as bicicletas de utilização urbanas e citadinas, que são aquelas que normalmente para viagens mais frequentes”, explicou o secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade, José Mendes, em declarações à rádio.

A verba do Governo para veículos elétricos sobe, assim, para três milhões de euros, segundo explicou o governante, sublinhando que gostaria de reforçar os apoios públicos a outros meios de transporte. “Num contexto de recursos ilimitados, poderíamos pensar em apoiar todos os veículos elétricos, mas não é possível”, acrescentou.

Nesta quarta-feira, o Governo anunciou que vai deixar de apoiar a copra de carros elétricos com um preço superior a 60 mil euros. No entender do Governo,quem compra um veículo 100% elétrico que custe mais do que 60 mil euros vai fazê-lo independentemente de ter ou não o apoio pecuniário do Estado, pelo que não se justifica o incentivo.

ZAP //

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5 COMENTÁRIOS

  1. FINALMENTE! As coisas lentamente vão ao sítio. Até aqui o Estado ajudou na compra de carros elétricos – todos os carros elétricos mesmo os de alta gama e preço elevado – e agora vem apoiar a mobilidade suave, anos e anos depois de a UNESCO ter declarado a bicicleta como o meio de transporte mais sustentável do planeta. Mais vale tarde do que nunca mas, como há sempre uns senão neste país, só a mobilidade urbana é contemplada. Se alguém viver fora da cidade, digamos nos subúrbios, quiser ir para o seu emprego diariamente de bicicleta e para maior conforto e SEGURANÇA pretender que a sua bicicleta tenha suspensão total, não tem direito a nada. Bicicletas de montanha estão excluídas, ou o que o governo considera como supérfluo. Ficamos a saber mais uma vez que a prática desportiva não interessa ser apoiada e que a diminuição dos gases de efeito de estufa só se consegue quando as pessoas vão para o emprego, pois quando fazem desporto ou pura e simplesmente usam uma bicicleta em lazer, então não conta nem interessa. Se baixassem os impostos na eletricidade de QUALQUER utilizador de meios de locomoção elétrica comprovada, aí talvez se conseguisse notar um efectivo mudar de mentalidades. Assim parece muito uma medida cosmética para ficar bem na opinião pública e uma meia dúzia de empresas ligadas ao turismo vão já tratar de abocanhar o incentivo arranjando assim uma frota para alugarem aos estrangeiros que nos visitam e – esses sim – habituados a boas práticas e mobilidade sustentada desde os seus países com anos de avanço nestas questões.

    • O amigo Elisio deve seguramente morar em Aveiro ou nas proximidades. Experimente andar de bicicleta em Lisboa, Porto, Coimbra, Guarda, Covilhã,…
      É que na Holanda e no distrito de Aveiro, sobretudo nos concelhos do litoral anda-se muito de bicicleta porque é tudo plano.

      • Amigo, obrigado pelo seu interesse pelo meu comentário mas está completamente equivocado. Resido no Porto, tenho quatro bicicletas sendo duas e-bikes e duas normais. Estou a pedalar entre 8 a 9000 kms/ano e já o faço desde há mais de 25 anos. Uma das e-bikes tem pouco mais de 2 anos e já 11000 kms, a outra – suspensão total – tem um mês e deve atingir 1000 kms nos próximos dois ou três dias. Já tive situações de fazer 250 kms em 2 dias (sem e-bike) e 500 kms em 3 dias (em e-bike). Devo dizer que ando em todos os tipos de percurso mas gosto especialmente de BTT e andar na montanha, o que é consideravelmente mais duro como imaginará. Na Holanda ou na Bélgica (ou em Aveiro) é um passeio mas, quando comecei a andar de bicicleta, ir à Foz do Douro era um desafio imenso. Tudo é progressivo. Antes de correr andamos e antes de andar gatinhamos. Se praticar com regularidade, pode correr, remar, nadar ou andar de bicicleta em largas distâncias com normalidade. Se deixar a televisão e o sofá e tentar subir uma rua de Lisboa ou do Porto sem preparação até pode colocar a saúde em risco se não tiver condições para isso. Compreendo o que afirma mas isso é um mito pois há milhares de entusiastas que procuram o Tirol, os Pirinéus, os Alpes, etc. todos os dias e todos os anos para praticarem o seu desporto favorito e se superarem constantemente. Acredite pois sei do que falo. Um abraço.

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