Espécime gigante da aranha mais tóxica do mundo encontrado na Austrália

(dv) The Australian Reptile Park

Uma aranha-teia-de-funil macho com 7,8 centímetros de comprimento foi capturada na Austrália e enviada para o Australian Reptile Park, um zoológico a 50 quilómetros de Sydney.

Este é o segundo maior espécime da aranha mais tóxica do mundo já recebido pelo parque. Ou seja, é um animal com o qual ninguém gostaria de se deparar.

Devido ao seu tamanho, a aranha recebeu o nome de Colossus. A largura das pernas é de 7,8 centímetros, enquanto normalmente aranhas-teia-de-funil machos atingem “apenas” entre 1 a 5 centímetros.

Bizarramente, este nem sequer é o maior da sua espécie já encontrado. O Australian Reptile Park recebeu Big Boy em janeiro de 2016, um macho com uns valentes 10 centímetros.

Todas as aranhas-teia-de-funil são perigosas. O veneno mais tóxico entre as 35 espécies é certamente da aranha-teia-de-funil de Sydney (Atrax robustus), que pode facilmente matar um humano adulto.

Para completar, os machos da espécie não só são agressivos, como conseguem esconder-se em habitações humanas em época de acasalamento, conforme vagueiam à procura de uma companheira.

Aua mortalidade, no entanto, é exatamente o que torna o veneno valioso. Essas aranhas são capturadas e enviadas para o zoológico justamente para a fabricação de antídotos, o que tem garantido que ninguém morra de uma mordida de teia-de-funil desde 1981, ainda que 30 a 40 pessoas sejam mordidas por ano.

Janeiro e fevereiro são os meses de pico para os predadores. As aranhas preferem locais húmidos, frescos e com sombra, incluindo interior de sapatos, lavandarias e pilhas de lenha.

Se mora na Austrália, fique atento e tente chamar o controlo local de pragas caso encontre um espécime.

O Australian Reptile Park possui um programa que extrai o poderoso veneno das aranhas uma vez por semana, sem as matar. Em seguida, o veneno é enviado para um laboratório que produz o antídoto.

A mordida das aranhas-teia-de-funil é fatal apenas para primatas e insetos. O facto de o veneno nos atingir é provavelmente uma “patifaria” evolutiva, já que os primatas nem sequer são presas do animal.

Coelhos, que não são afetados pelo veneno, são injetados para que os seus sistemas imunológicos produzam anticorpos contra o invasor, sem prejudicar o animal. Os anticorpos são depois colhidos para criar o remédio que neutraliza a toxicidade dessa aranha quando injetado em seres humanos mordidos.

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