Na Eslováquia, os não-vacinados vão entrar num “confinamento rigoroso”

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O primeiro-ministro da Eslováquia, Eduard Heger

O primeiro-ministro da Eslováquia, Eduard Heger

Na Eslováquia, os não-vacinados deixam de estar autorizados a frequentar o comércio não tradicional, mesmo com um teste negativo.

A Eslováquia anunciou, esta segunda-feira, a introdução de restrições para as pessoas não vacinadas contra a covid-19, numa altura em que este país da Europa central regista uma das taxas de incidência mais elevadas do mundo.

“Optámos pelo confinamento rigoroso das pessoas não vacinadas” justificou o primeiro-ministro Eduard Heger, em declarações à estação pública RTVS.

Os não-vacinados deixam de estar autorizados a frequentar o comércio não tradicional, mesmo com um teste negativo à covid-19.

Heger também declarou que proporá ao Governo um projeto de vacinação obrigatório para os idosos, além de estar a ponderar “intensamente” aplicar um confinamento com duração de três semanas.

Segundo a Reuters, esta informação foi confirmada pelo gabinete do chefe do Governo eslovaco e, a confirmar-se, a iniciativa será semelhante ao que foi decidido na Áustria há poucos dias.

A Eslováquia ainda não tomou uma decisão final. A agência noticiosa avança que estão a ser ouvidos especialistas cuja opinião será fundamental neste processo.

A Eslováquia regista a quarta taxa de incidência mais elevada do mundo, com 917 casos de covid-19 por 100.000 habitantes no decurso dos últimos sete dias, atrás da Eslovénia e das vizinhas Áustria e República Checa, segundo um balanço da AFP.

“Esta elevada taxa é o resultado de diversos fatores, incluindo sobretudo a baixa taxa de vacinação”, indicou esta segunda-feira à AFP o presidente da associação dos sindicatos médicos, Peter Visolajsky.

“As restrições adotadas permanecem muito frágeis e não são tão eficazes como quando se registou a circulação da anterior variante do coronavírus”, precisou.

Segundo este especialista, uma melhor aplicação das restrições existentes e ainda “uma vacinação mais importante poderiam permitir a redução do número de infeções”.

“A vacinação obrigatória seria um passo importante na Eslováquia, mas isso tornaria necessária uma justificação médica”, acrescentou.

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Apenas 45,7% dos 5,4 milhões de eslovacos estão vacinados, uma das taxas de vacinação mais baixas da União Europeia.

  ZAP // Lusa

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