Áustria volta a confinar e vai tornar a vacinação obrigatória. Alemanha atinge novo máximo

2

O aumento do número de casos de covid-19 está a atingir vários países europeus. O crescimento das infeções obriga a medidas como a restrição da circulação de cidadãos não vacinados e o confinamento e o teletrabalho obrigatórios, além do reforço da vacinação.

Áustria

O caso da Áustria é um dos piores da Europa. O país vai impor, a partir de segunda-feira, o confinamento de toda a sua população e tornar a vacinação obrigatória a partir de 1 de fevereiro, anunciou o chanceler austríaco, Alexander Schallenberg.

Este é o primeiro país da União Europeia a regressar ao confinamento da população face ao ressurgimento dos casos de covid-19. A medida será imposta poucos dias depois de o país ter decidido confinar as pessoas que não foram vacinadas.

A decisão sobre a vacinação obrigatória foi tomada depois de discussões com todos os governadores regionais.

Segundo escreve o Jornal de Notícias, nas duas semanas em que foram aplicadas as restrições aos não vacinados, o número de pessoas a vacinarem-se com a primeira dose no país cresceu 3,4%, duplicando o ritmo das duas semanas anteriores mas ainda assim muito baixo. Apenas 65% dos habitantes estão vacinados.

Alemanha

A incidência de casos de covid-19 na Alemanha registou um novo máximo em 12 dias consecutivos, numa altura em que o país se prepara para aumentar a pressão sobre os não vacinados.

A incidência acumulada a sete dias, que tem registado números recordes há 12 dias, atingiu um novo pico, com 340,7 novas infeções de coronavírus por 100.000 habitantes, perante 336,9 na quinta-feira e 263,7 há uma semana atrás. Há um mês o valor não ultrapassava os 75,1.

As autoridades de saúde relataram 52.970 novas infeções em 24 horas e 201 óbitos com ou de covid-19, enquanto os casos ativos chegaram aos 561.400.

O governo federal e os “Länder” acordaram na quinta-feira limitar a taxa de hospitalização a partir da qual serão introduzidas restrições graduais e regionais, como afirmou a chanceler em exercício, Angela Merkel.

Assim, onde a taxa de internação ultrapassar 3/100.000 habitantes em sete dias, apenas as pessoas vacinadas ou recuperadas terão acesso a bares, restaurantes e outros espaços públicos fechados e eventos.

Se o índice chegar a 6, os imunizados também devem apresentar teste negativo e, se ultrapassado o limiar de 9, pode decidir-se o encerramento da vida pública.

A taxa acumulada de novos casos em sete dias na Alemanha atualmente é de 5,30, com grandes diferenças regionais.

Atualmente, todos os estados federais excedem o limite de 3, com exceção de Hamburgo, Baixa Saxónia, Schleswig-Holstein e Sarre; Bavária excede os 6 e Saxónia-Anhalt e Turíngia os 9.

Enquanto isso, a ocupação nos cuidados intensivos é de 15,2% das camas disponíveis para a população adulta.

No encontro de líderes regionais com Merkel e seu provável sucessor, o social-democrata Olaf Scholz, os responsáveis concordaram com a vacinação obrigatória para profissionais que estão em contacto com pessoas vulneráveis.

Espanha

A incidência acumulada de contágios de covid-19 em Espanha subiu para 104,3 casos por cada 100.000 habitantes diagnosticados nos últimos 14 dias, um valor que não se verificava desde setembro, segundo os dados divulgados hoje.

Este aumento é acompanhado pela subida para 5% da ocupação média de camas nas unidades de cuidados intensivos, uma percentagem a partir da qual as autoridades sanitárias consideram que corresponde a um primeiro patamar de risco.

O indicador da velocidade de transmissão da doença passou de 96,1 casos (quarta-feira) para 104,3 (hoje) por cada 100.000 habitantes diagnosticados nos últimos 14 dias.

Por outro lado, a Espanha registou 6.315 novos casos de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2 nas últimas 24 horas, tendo o Ministério da Saúde também notificado mais 29 mortes atribuídas à doença covid-19 durante o mesmo período.

O número total de casos notificados em Espanha desde o início da pandemia é de 5.074.027 e já morreram 87.804 pessoas devido à doença.

Nas últimas 24 horas, deram entrada nos hospitais de todo o país 299 pessoas com covid-19 e o número de doentes hospitalizados subiu para 2.308 (eram 2.260 na quarta-feira), o que corresponde a 1,86% das camas ocupadas.

Destes, 457 estão em unidades de cuidados intensivos (447 na quarta-feira), ocupando 5,00% das camas desses serviços.

A ministra da Saúde espanhola, Carolina Darias, disse na quarta-feira que as percentagens de camas nos hospitais e nas unidades de cuidados intensivos ocupadas por doentes da covid-19 são “razoáveis”, apesar do aumento “suave” de novos casos da doença em Espanha, que apresenta uma situação diferente em comparação com países como o Reino Unido ou os Países Baixos.

Em declarações a jornalistas, Darias apelou, no entanto, às pessoas que ainda não foram vacinadas a fazê-lo e, sobretudo, a uma cultura de cuidados sanitários por parte da população, para evitar o contágio.

O Ministério da Saúde espanhol também informou que 37,50 milhões de pessoas já estão totalmente vacinadas contra a covid-19 (89,0% da população alvo), e 38,20 milhões têm pelo menos uma das doses do fármaco (90,7%).

França

A França prepara-se para o regresso ao teletrabalho para travar a nova vaga, mas o Governo não prevê a retoma de confinamentos, já que a pressão sobre os hospitais não é preocupante, informa o JN.

No próximo mês, começa a vacinação de reforço para maiores de 50 anos, que já está a a ser feita para pessoas com mais de 65 anos ou com outros fatores de risco.

Países Baixos

Os Países Baixos apresentam o terceiro maior número diário de casos (20 760, com 1208,12 por milhão), tendo iniciado um confinamento parcial de três semanas. Os bares, os restaurantes e os estabelecimentos de bens essenciais, como os supermercados, encerram às 20 horas e as lojas não-essenciais, às 18 horas.

PUBLICIDADE

De acordo com as recomendações do Governo, os holandeses não devem receber mais de quatro pessoas ao mesmo tempo em casa e devem adotar o teletrabalho sempre que possível. Por outro lado, os protestos públicos estão proibidos e os jogos de futebol decorrem à porta fechada. No entanto, as escolas mantêm-se abertas.

O pico de covid-19, segundo o JN, ocorre apesar de 82% dos holandeses com mais de 12 anos terem o esquema vacinal completo e as novas restrições foram adotadas depois de os hospitais advertirem que não conseguiriam enfrentar o inverno.

  ZAP // Lusa

 

2 Comments

  1. Além do custo e pretexto para taxação (com o carimbo Alterações climatéricas) o que as vacinas e lockdowns fizeram?
    Como o mundo parece estar a caminhar para ficar igual ou pior de quando nem vacinas tinham?

  2. O único pico na Áustria é causado por uma quantidade absurda de testes. Mais testes do que qualquer outro país do mundo…. na Áustria, 11 milhões de testes por milhão de habitantes. Ridículo!

Deixe o seu comentário

Your email address will not be published.