Erdogan e Putin sentados à mesa para alargar acordo de cereais e invadir norte da Síria

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Anatoly Maltsev / EPA

Erdogan e Putin voltam a reunir-se com o objetivo de alargar o acordo para a exportação de cereais e pedir autorização para invadir o norte da Síria.

O Presidente russo, Vladimir Putin, e o seu homólogo turco, Recep Tayyip Erdogan, reúnem-se esta sexta-feira em Sochi, na Rússia. A guerra na Ucrânia, as exportações de cereais, o alargamento da NATO e o conflito na Síria estão na agenda dos dois líderes mundiais.

Erdogan irá assegurar a Putin que pretende continuar a atuar como mediador para um cessar-fogo duradouro na Ucrânia, segundo avançou, na véspera do encontro, a estação pública turca TRT.

O mais recente esforço de mediação por parte da Turquia levou à assinatura, em 22 de julho, de um acordo para permitir o restabelecimento das exportações de cereais de três portos ucranianos, coordenada a partir de Istambul e com a participação de delegados russos, ucranianos, turcos e das Nações Unidas.

Erdogan, como garante do acordo, irá assegurar, em Sochi, que Putin mantém a sua aprovação às exportações de cereais enquanto são discutidos aspetos das sanções financeiras europeias à Rússia.

Mais três navios partem hoje de Odessa com 58 mil toneladas de cereais. Esta é a segunda operação através do corredor estabelecido sob supervisão turca e da ONU, após a operação de segunda-feira pelo navio Razoni com 26.500 toneladas de grãos.

O carregamento de cereais de segunda-feira foi o primeiro a chegar aos mercados internacionais desde que a invasão russa da Ucrânia começou em fevereiro.

Outra questão em cima da mesa será a tentativa de Erdogan de obter a aprovação de Putin para uma nova operação militar turca no norte da Síria contra as milícias curdas, as Unidades de Proteção Popular (YPG), que o Presidente turco está a anunciar há semanas.

A Rússia é o principal apoio militar do ditador sírio Bashar al-Assad, enquanto a Turquia apoia as milícias islâmicas que se opõem ao regime de Damasco desde o início da guerra civil, em 2011.

O pedido de Ergodan surge sob o pretexto da “segurança nacional” e da luta contra o terrorismo. De acordo com o Diário de Notícias, Ancara considera o YPG uma filial do Partido dos Trabalhadores do Curdistão, uma organização terrorista.

  ZAP // Lusa

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