Enviado de Trump ao Médio Oriente recusa falar em dois estados (um israelita e um palestiniano)

thejointstaff / Flickr

Jared Kushner, marido de Ivanka Trump e consultor sénior do presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump

O enviado especial de Donald Trump para o Médio Oriente, Jared Kushner, que é também seu genro, confirmou que apresentará o seu plano de paz quando terminar o mês do Ramadão, em junho. Este plano não consagra a solução tradicional de dois estados, um israelita e um palestiniano, vivendo lado a lado.

Segundo avançou o Expresso, no domingo, Jared Kushner – amigo e apoiante de longa data do primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu, bem como dos colonatos judaicos na Faixa Ocidental – afirmou, numa conferência em Nova Iorque: “Se as pessoas se focarem nos velhos pontos tradicionais de discussão, não faremos progresso. Se se disser dois estados, isso significa uma coisa para os israelitas e outra para os palestinianos, portanto não o digamos. Trabalhemos simplesmente nos detalhes do que isso significa”.

A ideia do enviado especial, como indicou, passa por tentar conquistar a adesão árabe através de melhorias na situação económica dos palestinianos. Talvez tenha sido com esse fim que a administração americana cortou os subsídios dos Estados Unidos (EUA) aos palestinianos, deixando várias agências em situação desesperada e aumentando a pressão sobre o lado palestiniano, o qual garante que isso não o fará ceder, informou o Expresso.

Outro aspeto da mudança de atitude americana em relação ao passado foi o facto de ter reconhecido oficialmente Jerusalém como capital de Israel, ao arrepio da posição de grande parte da comunidade internacional, que segue a linha dos acordos de Oslo, segundo a qual o estatuto final de Jerusalém deve ser objeto de negociações.

Também aqui Jared Kushner afirmou que se limitou a reconhecer as realidades: Jerusalém é a capital de Israel. Quanto ao resto, mencionou esforços anteriores como a Iniciativa de Paz Árabe de 2002, descrevendo-a como “uma boa tentativa” mas acrescentando: “se funcionasse, teríamos conseguido a paz há muito tempo nessa base”.

“Adotámos o que julgo ser uma abordagem não convencional. Estudámos esforços passados e como falharam e porque falharam”, explicou. Defendeu o seu próprio plano, embora admitindo que as probabilidades de o mesmo não resultar são grandes.

E disse ainda: “Espero que ambos os lados olhem realmente para ele, o lado israelita e o lado palestiniano, antes de quaisquer passos unilaterais serem dados [referindo-se à promessa, feita por Benjamin Netanyahu, de anexar formalmente blocos de colonatos]. Espero que olhem e avaliem e vejam se acham que é o caminho para um futuro melhor”.

TP, ZAP //

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