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Mil milhões de dólares por ano para as pessoas ficarem mais novas

(cv)

Família real da Arábia Saudita aposta em estudos anti-envelhecimento. Fundação Hevolution quer prolongar a vida saudável humana.

É caso para dizer que o dinheiro não compra tudo mas ajuda em muita coisa.

A multimilionária família real da Arábia Saudita quer aproveitar o (muito) dinheiro que tem para adiar o envelhecimento das pessoas.

É uma espécie de “fonte da juventude”: foi criada uma organização sem fins lucrativos, a Fundação Hevolution, que vai apoiar financeiramente cientistas.

Esses e essas cientistas vão estudar as origens do envelhecimento e, acima de tudo, vão tentar adiar esse momento. Essencialmente com medicamentos.

O portal MIT Technology Review explica que essa fundação tem como prioridade analisar a biotecnologia que depois pode estender o número de anos em que as pessoas têm uma vida saudável.

Um dos focos da fundação é, não só prolongar a “juventude”, mas também adiar o aparecimento de certas doenças, como diabetes ou doenças cardíacas. Ainda não há muitos detalhes sobre o trabalho da fundação, mas foi sugerido durante várias conferências científicas.

Esta intenção surge num país onde reina uma rotina com pouco exercício físico e onde muita gente é obesa e diabética (sétimo país na lista das taxas mais altas de diabéticos).

Um dos interessados é o cientista Nir Barzilai. O director e fundador do Institute for Aging Research, quer ajuda financeira para o seu estudo TAME, considerado o primeiro estudo sobre um medicamento que adia o envelhecimento humano.

A sua pesquisa centra-se no Metformina, um medicamento para diabetes tipo 2 que já foi utilizado precisamente por pessoas diabéticas – e cujos resultados deixam a sugestão de uma relação directa entre o Metformina e possíveis compostos anti-envelhecimento, que poderão ter prolongado a vida dessas pessoas. Os seus compostos podem alterar o processo de envelhecimento dentro das células.

Consta-se que a rainha Isabel II já aconselhou a sua nora Camila a estar atenta a esta fundação.

  Nuno Teixeira da Silva, ZAP //

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