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Encontrado “sangue líquido” no potro pré-histórico encontrado na Sibéria

Michil Yakovlev/SVFU/The Siberian Times

Uma equipa de cientistas russos da North-Eastern Federal University encontrou “sangue líquido” no corpo do potro siberiano pré-histórico descoberto em 2018. O animal, extinto há mais de 42.000 anos, foi conservado no permafrost

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A notícia, avançada pela emissora russa Russia Today, surge menos de uma semana depois de os cientistas terem afirmado que estavam muito perto de conseguirem clonar a espécie.

“A autópsia revelou que todos os órgãos internos estavam bem conservados. A partir dos vasos sanguíneos do coração obtiveram-se amostras de sangue líquido. Tudo isto se preservou em forma líquida durante 42.000 anos graças ao congelamento [do corpo do animal] e às condições favoráveis do local onde estava enterrado”, explicou o diretor do Museu Mammoth do Instituto, Semion Grigoriev.

O especialista frisou que o estado de conservação do animal é excecional, uma vez que o organismo não tem danos visíveis. Os cientistas recolheram também amostras do pêlo.

O corpo do animal, que tem precisamente 42.170 anos, foi descoberto no verão passado na gigante cratera siberiana de Batagaika, também conhecida como o “Portão do Inferno”. Na altura da descoberta, os cientistas revelaram que o animal se afogou na lama, contribuindo diretamente para a sua preservação.

De acordo com a equipa de cientistas russos, esta é a “descoberta mais bem preservada de um animal do período glacial em todo o mundo”. “Este é o primeiro fóssil do mundo de um cavalo pré-histórico de tão tenra idade e com um nível tão surpreendente de conservação”, disse em agosto do ano passado Grigoryev.

O potro será uma das peças importantes da exposição The Mammot, que vai realizar-se em quatro cidades japonesas – Tóquio, Nagoya, Osaka e Fukuoka – entre junho de 2019 a setembro de 2020.

Na semana passada, o The Siberian Times revelou que uma equipa de cientistas sul-coreanos e russos acredita ser possível clonar o animal através da extração de células do seu corpo. Os cientistas mostram-se “confiantes” e acreditam que o animal mumificado poderia ajudar a trazer à vida uma espécie pré-histórica de cavalo já extinta.

  ZAP //

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