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Encontrados na Antártida vestígios da maior e mais antiga ave de que há registo

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(dr) Daniel Martinez Piña

Apesar da sua envergadura, o pelagornithidae seria bastante leve, pesando entre 30 e 35 quilos. Na imagem, um pelagornis chilensis

Apesar da sua envergadura, o pelagornithidae seria bastante leve, pesando entre 30 e 35 quilos. Na imagem, o conceito artístico de um pelagornis chilensis

Investigadores argentinos descobriram nas proximidades da base argentina Marambio, na Antártida, vestígios de uma ave do período Eoceno, compreendido entre 56 e 34 milhões de anos, que dizem ser a maior e mais antiga conhecida.

“Trata-se de uma ave com mais de seis metros de envergadura, a maior e mais antiga de que há registo até agora”, informaram fontes oficiais do país sul-americano em comunicado.

A ave, identificada como um pelagornithidae, foi descoberta por especialistas do Instituto Antártico Argentino, da Universidade Nacional de La Plata, do Museu de Historia Natural da Província de La Pampa e da Fundação de História Natural Félix de Azara.

Os resultados da descoberta foram publicados na revista científica Journal of Paleontology.

As autoridades argentinas destacaram que a descoberta de um úmero incompleto durante a campanha antártica de 2014 permitiu um avanço “considerável” no conhecimento da diversidade e evolução deste grupo de aves, extinto há três milhões de anos.

Segundo o estudo, estas aves chegaram a distribuir-se por todo o mundo pouco tempo depois da extinção dos dinossauros.

As suas asas permitiam-lhes atravessar grandes distâncias sobre os oceanos e, apesar da sua envergadura, esta espécie seria bastante leve, pesando entre 30 e 35 quilos.

“É quase uma pluma, diz o paleontólogo Marcos Cenizo, diretor do Museu de La Pampa e um dos investigadores envolvido na descoberta.

“Há quase três anos, começaram a aparecer restos do que pensávamos que podia ser esta ave, e depois encontramos um osso que confirmou que se tratava de um pelagornithidae“, disse a investigadora Carolina Acosta Hospitaleche à agência AFP.

“A envergadura deste exemplar, com as asas estendidas, ultrapassa os 6,4 metros”, adiantou a cientista.

O comprimento do úmero deste exemplar antártico é um pouco maior que o do Pelagornis sandersi, a ave com maior envergadura de asas de que se tinha registo até agora.

“Este é agora, sem dúvida, o maior exemplar de ave encontrado até hoje”, diz Marcos Cenizo.

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ZAP / Lusa

1 Comment

  1. Eu até li a notícia… mas perdi-me um pouco quando reparei nos dentes da coisa!!!

    E se as galinhas tivessem dentes assim?!?

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