Economia portuguesa cresce 2,5% e risco de pobreza diminui

A economia portuguesa cresceu 2,5% no te4ceiro trimestre em comparação com o mesmo período de 2016. Dados do Instituto Nacional e Estatística revelaram também que o número de portugueses em risco de pobreza diminuiu para 18,3 no ano passado.

A economia portuguesa cresceu 2,5% no terceiro trimestre deste ano em termos homólogos e 0,5% face ao trimestre anterior, de acordo com os números hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Estes números surgem em linha com a estimativa rápida das contas nacionais trimestrais relativas ao terceiro trimestre divulgada no passado dia 14 pelo INE.

No segundo trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) da economia portuguesa tinha registado um crescimento homólogo de 3,0% e uma evolução de 0,3% em cadeia.

“O contributo positivo da procura interna para a variação homóloga do PIB aumentou, verificando-se uma aceleração do consumo privado e um abrandamento do Investimento”, diz o INE.

Ao contrário do trimestre anterior, o contributo da procura externa líquida foi negativo e reflete a desaceleração em volume das Exportações de Bens e Serviços e a aceleração as Importações de Bens e Serviços.

Risco de pobreza cai em 2016

O Inquérito às Condições de Vida e Rendimento do INE, divulgado esta quinta-feira, revela que o número de portugueses em risco de pobreza diminuiu para 18,3% em 2016, abrangendo principalmente as crianças, os jovens e os idosos.

O risco de pobreza em Portugal desceu em 2016, pelo segundo ano consecutivo. Os dados do INE mostram que as mulheres continuam a ser as mais afetadas pela insuficiência de recursos, registando um risco de pobreza (18,7%) bastante superior ao dos homens (17,8%) em 2016.

A taxa de risco de pobreza baixou 0,7 pontos percentuais em relação a 2015, ano em que a taxa se situava nos 19%. Em 2016, o risco de pobreza correspondia à proporção de habitantes com rendimentos líquidos inferiores a 454 euros por mês – 5.442 euros por ano.

Segundo os dados do inquérito do INE, realizado em 2017 sobre rendimentos do ano anterior, a taxa de risco de pobreza entre os menores de 18 anos estava nos 20,7% em 2016, tendo registado uma redução face ao ano anterior (22,4). No entanto, a população com idade inferior a 18 anos continua a ser a mais exposta.

A população adulta ativa também está entre as mais afetadas. O risco de pobreza atingia 18,1%, baixando dos 18,2 registados em 2015. Quanto à população idosa, a taxa desceu dos 18,3% para 17%.

Segundo o inquérito, a existência de crianças num agregado familiar continua a estar associada a um risco de pobreza acrescido, sendo de 19,7% para as famílias com crianças dependentes e de 16,9% para as famílias sem crianças dependentes.

Por outro lado, o risco de pobreza para a população empregada foi de 10,8% em 2016, menos 0,1 pontos percentuais do que em 2015 (10,9%).

“Apesar da redução de 11,4% na população desempregada entre 2015 e 2016, o aumento da linha de pobreza relativa refletiu-se num aumento do risco de pobreza para a população em situação de desemprego no mesmo período: de 42% em 2015 para 44,8% em 2016″, sublinho o estudo.

O INE salienta que se apenas se considerasse os rendimentos do trabalho, de capital e transferências privadas, 45,2% da população residente em Portugal estaria em risco de pobreza em 2016.

De acordo com o estudo, os rendimentos provenientes de pensões de reforma e sobrevivência contribuíram em 2016 para um decréscimo de 21,6 pontos do risco de pobreza, resultando assim numa taxa de risco de pobreza após pensões e antes de transferências sociais de 23,6%.

Já o contributo das transferências sociais, relacionadas com a doença e incapacidade, família, desemprego e inclusão social para a redução do risco de pobreza foi de 5,3 pontos percentuais em 2016, inferior ao valor observado em 2015.

O valor reduziu ligeiramente a desigualdade na distribuição dos rendimentos: o coeficiente de Gini – indicador de desigualdade na distribuição do rendimento – diminuiu de 33,9% em 2015 para 33,5% em 2016.

ZAP // Lusa

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