Duterte “divorcia-se” dos EUA e junta-se à China

Mast Irham / EPA

O presidente das Filipinas, Rodrigo Roa Duterte

O presidente das Filipinas, Rodrigo Roa Duterte

O presidente filipino, Rodrigo Duterte, anunciou a “separação” económica das Filipinas com os Estados Unidos, declarando que se realinhou com as ideologias da China.

Duterte está em Pequim, na China, para abrir caminho ao que classifica como “uma nova aliança comercial”, numa altura em que as relações com os EUA se deterioram.

“Agora a América perdeu. Estou a realinhar-me com o fluxo ideológico da China e talvez vá à Rússia conversar com [o presidente russo, Vladimir] Putin e lhe diga que há três de nós contra o mundo – China, Filipinas e Rússia. É o único caminho”, acrescentou.

De acordo com a agência EFE, a China e Filipinas assinaram, esta quinta-feira, 13 acordos sobre investimentos, finanças, energia, agricultura, imprensa, turismo, luta antidrogas, vigilância marítima e infraestruturas.

O secretário de Comércio filipino, Ramón López, anunciou que, no total, serão assinados acordos no valor de 13,5 mil milhões de dólares.

Rodrigo Duterte reuniu-se com o presidente chinês, Xi Jinping, no Grande Salão do Povo, após a cerimónia militar com a qual a China dá as boas-vindas aos líderes estrangeiros.

“Isto é verdadeiramente um marco para as relações sino-filipinas”, afirmou Xi Jinping, destacando que “gerir as diferenças no âmbito do Mar do Sul da China, através do diálogo, é uma base importante para o crescimento saudável e estável das relações com as Filipinas”.

A disputa territorial no Mar do Sul da China (pelo atol de Scarborough ou ilhas Spratly), tem prejudicado as relações entre os dois países nos últimos anos, mas os líderes parecem querer resolver a situação de forma menos conflituosa.

“As nuvens estão a afastar-se. O sol levanta-se no horizonte e irá brilhar de forma bela sobre o novo capítulo das relações bilaterais”, disse o embaixador chinês em Manila, Zhao Jianhua.

A visita de Duterte à China reflete o interesse do presidente filipino em aproximar-se de Pequim, enquanto multiplica as críticas aos EUA – o seu principal aliado militar no último século.

Cerca de dois mil soldados norte-americanos e filipinos realizaram os últimos treinos militares conjuntos entre os dois países, que terminaram na primeira semana de outubro.

“Já dei tempo suficiente aos americanos para brincarem com os soldados filipinos”, afirmou Duterte.

O líder filipino destaca que os EUA não fornecem às Filipinas as armas necessárias, inclusive mísseis, e espera que a China possa ajudar o país na luta contra o terrorismo.

BZR, ZAP

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